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“E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos.  Havendo já muito que se comia, então, Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó varões, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perdição.  Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio.   Porque esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo:   Paulo, não temas!  Importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo.     Portanto, ó varões, tende ânimo!   Porque creio em Deus que há de acontecer assim como a mim me foi   dito. É, contudo necessário irmos dar numa ilha.”       Atos 27. 20-26

Estive ausente por vaaáarios dias, exatamente desde o dia  18.12, não por falta de inspiração, ou de vontade, porém creio que passei por um momento de, digamos, conflito,  com o mundo que me cerca e a minha inserção nele, necessária, porém complicada,  diante dos meus valores, das minhas crenças, do que realmente importa.

Assisti , há poucos dias  “2010”  e no meio de toda a água e destruição, inevitável  é refletir sobre a fragilidade da humanidade diante do poder da natureza em fúria e parece-me que enquanto estamos falando sobre os tempos que vivemos, de perigos,  de grave e iminente ameaça  de catástrofes de dimensões inimagináveis, de que precisamos como homens,  deter-nos, na quase desencandeada avalanche de erros, subversões à ordem natural, excessos, pecados, abusos, insensatez que o mundo hoje oferece,    e, fazermos  o retorno, à origem, a Vida Divina,  parece-me repito,  que  estamos como que falando separados por uma parede de vidro, em que falamos e não somos ouvidos e muitas vezes  parece que se esvai a nossa esperança.

Hoje,  ouvi como mensagem,  do texto de Atos, acima,  a restauração da minha esperança, revigorada pela fé do apóstolo Paulo, que viajava rumo à sua prisão e morte, mas o fazia por uma causa, maior que a sua própria vida,  a expansão do Reino, a pregação do Evangelho de Cristo, a salvação das pessoas

A perda da esperança,  o enfraquecimento dela, representa ensejo para que o inimigo de nossas almas nos assedie e diante de uma brecha, nos enfraqueça.  Mesmo que nos sintamos fracos, devemos buscar a nossa força em Cristo,  pois Ele é a nossa força e em tudo o que não somos fortes para vencer, Ele o é por nós.

A certeza de que Deus tem o controle de tudo,  e a de que tem o controle da minha vida, é o motivo da minha esperança. O Deus em que nós cremos é o Deus do impossível e tudo aquilo que vermos  em nossa frente como desafio invencível, é nada diante de Deus.  Ele nos faz saltar muralhas, atravessar desertos, andar sobre as águas,  peleja por nós e nos torna vencedores,  nós apenas precisamos confiar de todo nosso coração e amar acima de tudo ao Senhor, nosso Deus,  nEle estão todas as respostas.

Ele nos aconselha a  termos bom ânimo , pois devemos crer que Deus fará acontecer assim como Ele nos tem dito, através da Sua Palavra que nos foi legada e é o nosso roteiro exato, nosso caminho seguro.

Passando por cima de todas as nossas fraquezas e limitações, sigamos adiante, sabendo que com Jesus a nossa frente, somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou.

“Senhor,  fortalece-me diante da minha fraqueza, não permite que me afaste de ti. Tua presença é tudo o que eu preciso. Torna audível e compreensível a minha voz para falar de ti a todos os homens que encontrar  para que eu possa  dar frutos para o Teu Reino.. Peço-te no Santo Nome de Teu Filho, Jesus. Amém.”

“E disse o Eterno a Abrão:  ‘Anda da tua terra e da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei. E farei de ti uma grande bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e aqueles que te amaldiçoarem, amaldiçoarei ; e serão benditas em ti todas as famílias da terra”    (Genesis 12. 1-3)

Os relatos bíblicos não têm um valor narrativo.  Cada fato possui um profundo significado moral, ensinando algo não só à nossa mente, ao nosso coração. Por isso, a Torá abandona o  transcendental e preocupa-se com um pequena família: a de Abrahão, suas vicissitudes e dificuldades.  Com Abrahão começa a história dos patriarcas e do  povo hebreu.   Para os estudiosos da Torá, o patriarca Abrahão é comparado a um frasco de delicioso e precioso perfuma.  E desde que este cheiroso perfuma é transportado por diversos lugares, todos se deliciam com seu aroma. E ainda:  ‘Abrão, que estava cheio de boas ações e belíssimas virtudes, tinha que abandonar a sua pátria para que sua fama e seus ensinamentos se tornassem conhecidos no mundo inteiro’.   É este  ‘frasco de perfume’ – a fé monoteísta, com seus princípios éticos – que Israel vem transportando através do mundo.

Deus prometera dar a Terra de Israel a Abrahão, como recompensa por sua caminhada. No entanto, a Terra Prometida recebeu-o com fome e seca, obrigando-o a procurar alimento no  país vizinho. Tão logo retorna a sua terra e  passa por outra experiência  traumatizante: a guerra.   E porque Deus precisava revelar os defeitos da terra logo no início da jornada de Abrahão por ela?  –  Na pergunta está a resposta:   ‘A Terra de Israel, por sua natureza, não tem influência alguma –  não quanto à abundância natural nem no que se refere a sua independência política, e é justamente este o motivo pelo qual foi escolhida’.  Esta terra por si só, não prometia fartura nem paz. Ela poderia adquirir estes atributos apenas se os seus moradores  tivessem a consciência  de que era a terra do grande desafio espiritual.  Se o povo que a habitasse compreendesse que a moral absoluta fazia parte de seu território,  então poderia viver nela.   Se sentisse que as leis  da justiça Divina eram as fronteiras geográficas daquela terra, então ocorreria o milagre e a terra estaria segura, protegida e gozando de fartura espantosa. Tudo isso por força da promessa Divina e não por força das armas,  das intrigas políticas ou dos doutores da economia.  E é bom que Abrahão saiba disso tudo logo ao conhecê-la.

Abrão foi depois chamado  Abrahão,  ‘pai de muitas nações’ e Sarai, passou a chamar-se Sara, quando sua sorte foi mudada e de estéril tornou-se mãe.  No Talmud, está escrito o seguinte:  ‘Quatro coisas anulam a sentença decretada a um homem:  a caridade, a oração, a mudança de nome e a mudança de proceder’.  A prova que a mudança de nome faz mudar a sentença e o destino da pessoa aconteceu com Sara.  Deus mudou o nome de Sarai, para Sara e de Abrão para Abrahão, a fim de mudar-lhes  o destino decretado anteriormente  e de poderem ter filhos.  Da mesma forma, se for decretado para um doente que ele deverá morrer naqueles dias, muda-se-lhe o nome a fim de mudar o seu destino para que viva. A este propósito, os sábios do judaísmo disseram que os filhos a vida e a manutenção da pessoa não dependem de seus méritos, mas sim do seu destino.   Mas esta é uma ciência distante da nossa realidade, muito mais afeta aos estudos cabalísticos.  Todavia, também o destino de Jacob mudou quando teve mudado o seu nome para Israel e foi o patriarca que deu origem à nação judaica.

“Por que dizes, o Jacob, e falas Israel:  e o meu juízo passa desapercebido ao meu Deus?  Acaso não sabes, não ouves ao sempiterno Deus, o Eterno, Criador dos fins da terra, não se cansa, não se fadiga, não tem término o Seu entendimento?   Ele dá força ao cansado e fortaleza ao que se acha debilitado.  Os jovens se cansarão, e os mancebos  cairão exaustos, porém os esperam no Eterno renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão, andarão, e não se fadigarão”. (Isaías  40.27-31)

“Pois Eu, o Eterno, teu Deus, te tomarei pela tua mão direito, dizendo-te:  Não temas;  Eu te ajudarei.”   (Isaías 41. 13)

Senhor, que possamos estar integralmente sintonizados em cumprir a Tua vontade,  caminhando nas tuas veredas para que possam se cumprir os sonhos que sonhastes para nós, teus filhos. Em nome de Jesus. Amém.


“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto”  (Romanos 8.28)

No último dia 06, tive a oportunidade de participar da festa de lançamento da campanha “Outubro Rosa”, movimento de caráter internacional, e que visa a alertar a população para o câncer de mama, riscos e prevenção.

Na ocasião esteve presente entre outras personalidades, a escritora MIRELA JANOTTI,  publicitária que tendo sido acometida por câncer de mama, é uma vencedora, e relatou as suas experiências num livro muito bem humorado, corajoso e agradável, que revela uma mulher moderna,  cosmopolita, inteligente e muito humana.  Uma mulher lindíssima e como demonstrou, não apenas por fora.

Entre os relatos e desabafos,  Mirela se mostrou uma mulher de fé, e com uma sabedoria que é dom que Deus nos concede, colocou em prática  o versículo acima, transformando com a sua fé e confiança, em realidade concreta o conteúdo da mensagem do Apóstolo Paulo.

Em vários trechos de seu livro  “FORÇA NA PERUCA”,  Mirela nos dá uma dimensão da sua fé, como quando ouviu de seu oncologista: ‘o sucesso de seu tratamento depende 30% da quimio (terapia), 30% de Deus e 40% de você’.  E antes de iniciar o tratamento reflexionou :  “Porque apesar de a minha responsabilidade ser maior do que a DELE,  doutor, o poder de Deus é milhões de vezes maior do que o meu.”

E também nos seus agradecimentos, diz:  “Agradeço a Deus, Pai Todo Poderoso, criador do céu e da Terra, por ainda me manter viva nesta planeta que gosto tanto ao lado de pessoas tão especiais como as que citei acima.”

Percebo que os esforços envidados por todos os envolvidos têm produzido frutos e por certo as informações veiculadas por toda a mídia envolvida está alcançando os  objetivos, as metas propostas para o movimento.

Lí ontem o post escrito e publicado pela Tiffany, no Blogdati (http://blogdati.com) em que estão insertas informações exatas e completas sobre o atendimento médico na rede pública e outros direitos. Vale a pena conferir.

De resto, cabe-nos orar para que a ciência médica evolua cada vez mais,  nas pesquisas e melhoramento dos procedimentos que tragam a cura para os males do câncer e que a conscientização de toda a população conduza à prevenção e salvem-se vidas.

Outubro termina, mas o compromisso permanece.

Senhor,  olha com misericórdia para o teu povo que sofre, cura as feridas da alma, sara as enfermidades, restaura as vidas, renova as forças, regenera os perdidos, revigora os enfraquecidos, salva-nos. Peço-te, em nome de Jesus . Amém.

“Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pacadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto em estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizerem prosperará.  Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha. Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.  Porque o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”     (Salmos. 1. 1-6)

Lí hoje na Gazeta do Povo, no espaço de Luíz Fernando Veríssimo,  artigo assinado por Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro, lembrando que hoje, 29 de outubro, é o Dia Nacional do Livro, por conta de lembrar também que em 29 de outubro de 1.810, registrou-se a transferência da Real Biblioteca para o Rio de Janeiro, que representou um marco na difusão da cultura do então Vice-Reino, com o nascimento da indústria gráfica, em 1.808, também no Rio, com a instalação da Imprensa Régia.  Tal  como ocorreu com Guttemberg, cerca de 350 anos antes, na Europa, cujo primeiro trabalho a sair dos prelos foi uma Bíblia, aliás, um dos exemplares originais encontra-se no acervo da Biblioteca Nacional, também no Rio de Janeiro. Grandes iniciativas tem sido tomadas em prol do livro, tal como a criação do Fundo Pró-Livro, com o mercado editorial destinando um por cento do faturamento para essa finalidade.

Há pois relevância nessa comemoração e necessário é que se fortaleça esse compromisso para que o livro se torne acessível a toda a população brasileira, que anelamos alcance analfabetismo O.

Impossível deixar de reflexionar o quão gratos devemos ser, todos nós, que adquirimos a capacidade de ler, e através dos livros alcançar o conhecimento. Ver se abrir o mundo diante de nós.

Há poucos dias em visita a minha filha Tiffany, em Niterói, RJ, frequemente via e ouvia, meu netinho Caio, de um ano e nove meses pedindo o “mundo”,  que era um DVD de Toquinho, com Aquarela, que fala do “mundo” desenhado. E como a associação de idéias que ele faz, manuseando seus livrinhos,  na sua já bem sortida biblioteca pessoal, me fez refletir quão rica tem sido a educação dos meus netos, Enzo, Giorgio e Caio, e como gostaria que essa oportunidade pudesse estar presente na vida de todas as crianças brasileiras, ter livros à disposição.

É tão fácil fazer um pouco de bem   e compartilhar do muito que temos, um pouquinho  com quem não tem, pois assim nos ensinou o Senhor Jesus, de quem mandou dessemos  água para saciar a sede, pão para matar a fome, agasalho para aquecer do frio e conforto para o doente,  compaixão para o preso. Isso é agradar ao Senhor, é como fazer a Ele.

Nesse dia quero orar, pedindo que o Senhor não permita que se perpetue a malversação dos  recursos para a Educação, com a perversa deturpação e introdução de mensagens pornográficas em livros didáticos e outros perversos enganos que tem sido praticados contra a inocência e a pureza das mentes infantís e juvenis. Essa é a grande conspiração que visa destruir toda uma geração, porém o Deus Todo Poderoso não permitirá que assim aconteça e estará levantando guerreiros em todos os lugares para combater o exército do mal.

Senhor, adestra-nos para servirmos sob o Teu comando. Capacita-nos para usarmos as armas eficazes para essa guerra. Guarda-nos e protege-nos. Pedimos-te  no nome de Teu Filho, Jesus.  Amém.

“Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, o varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”  Efésios 4.13

O  Relacionamento com o próximo.

1.  Os misericordiosos  – A misericórdia é compaixão e socorro para uma pessoa que não tem a mínima possibilidade de ajudar a si mesmo.   Uma grande ilustração  dessa verdade se acha na Parábola do Bom Samaritano, que “usou de misericórdia” para com o viajante que foi assaltado no caminho de Jerusalém a Jericó é abandonado semi-morto (Lucas 10.25-37).    Há tantas pessoas abandonadas pela sociedade e muitas vezes, pela própria igreja que necessitam de um ato de misericórdia da nossa parte. Muitas pessoas preferem isolar-se da situação dolorosa da humanidade.   A versão,em linguagem atualizada do texto bíblico é muito apropriada:    “Felizes os que têm misericórdia dos outros  –  Deus terá misericórdia deles também” . Não se esqueçam que aqueles que demonstram misericórdia encontrarão misericórdia.

2.  Os limpos de coração  – Este foi o desejo de Davi: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (Salmos 51.10). O coração limpo é a coração sincero. Como há uma grande necessidade de  o crente ser sincero, livre de falsidade no seu relacionamento com outros! Como diz   Stott:  “Como são poucos os que, dentre nós, vivem uma vida aberta!  Somos tentados a usar uma máscara diferente, de acordo com a realidade, mas representação, que é a essência da hipocrisia”.  E são tais pessoas que verão a Deus, tanto como no futuro, quando chegarmos na presença do Senhor, face a face! Esta á a bem-aventurança do crente que “não entrega a sua alma à falsidade!”

3. Os pacificadores. Há uma grande necessidade hoje de pacificadores – na indústria entre empregador e empregado;  na  igreja,   entre  um membro e outro (Filipenses 4.2)! A coisa mais fácil é criar caso, incentivar atritos.  É preciso da nossa parte um grande esforço, como Paulo nos mandou:  “esforçando-nos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz”  (Efésios 4.3).    Cada cristão tem de ser um pacificador, mas isso só é possível quando gozamos paz com Deus, a fonte de toda paz.  Somos chamados a  “seguir a paz com todos” (Hebreus 12.14) e, se depender de nós,  “ter paz com todos os homens” (Romanos 12.18).

A grande bêncão de lutar pela reconciliação de duas pessoas ( ou dois grupos) que estão em divergência é ser  “chamados filhos de Deus”.

4. Os perseguidos por causa da justiça. O Senhor nunca disse que seria fácil ser crente.  O preço pode ser bem alto. A vida cristã é difícil quando vivemos de acordo com a Palavra de Deus. Pode haver perseguição física por causa da nossa fé, mas muitas vezes a perseguição é muito mais  sutil, sejam calúnias que temos de sofrer, ou a perda de amigos porque somos crentes.   Até hoje, em vários países, ser crente é sofrer expulsão de casa, ou mesmo morrer como mártir.   “A condição de ser desprezado ou rejeitado, injuriado e perseguido é sinal do discipulado cristão, da mesma forma que um coração  puro ou misericordioso”.  Não há dúvida que a perseguição é simplesmente o conflito entre dois sistemas de valores irreconciliáveis.

Todos os crentes devem demonstrar todas as características detalhadas aqui. Crentes não tem a liberdade de escolher alguma área especial e negligenciar outra, mas são chamadas a crescer em todos os aspectos ( Efésios 4.15). “Tal inversão dos valores humanos é básica na religião bíblica. Os métodos do Deus das Escrituras parecem uma confusão para os homens, pois exaltam o humilde e humilham o orgulhoso; chamam de primeiros os últimos, e de últimos, os primeiros…  Resumindo, Jesus parabeniza aqueles que o mundo mais despreza, e chama de  “bem-aventurados” aqueles que o mundo rejeita”

Não se iludam aqueles que pensam poder  fingir, Deus não se deixa  enganar. E Ele requer a nossa sinceridade.

Senhor, grande é o desafio de vencer o nosso eu, egoísta, pecaminoso e nos tornarmos altruístas, santos,  por isso, precisamos manter os olhos postos no nosso modelo, Teu Filho, nosso Salvador, Jesus Cristo, em nome de quem oramos. Amém.

“Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, o’  Deus, suspira a minha alma.  A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo”  (Salmo 42.1-2)

Gerações de expositores bíblicos tem aclamado as Bem-aventuranças como revolucionárias. As afirmações de Jesus são opostas à maneira que o mundo pensa. O mundo acha que a verdadeira felicidade vem de popularidade, riqueza,  sucesso, beleza física, mas Jesus vira tudo de cabeça para baixo.   Ele declara que a verdadeira alegria (que vem do conhecimento do valor divino) pertence não àqueles que parecem estar no topo do mundo, mas aos pobres de espírito, àqueles que choram, que têm fome e sede de justiça.

As primeiras bem-aventuranças tratam do relacionamento com Deus e as últimas do relacionamento com o próximo.

Os humildes de espírito. A  palavra pobre ou humilde descreve o homem que não tem absolutamente nada – o homem que, pelo fato de não ter nada neste mundo,  põe toda a confiança em Deus.  Esta era a maneira como Davi escreveu no Salmo 14.6:  “Clamou este pobre e o Senhor o  ouviu, e o salvou de todas as suas angústias” . Gradualmente, a palavra passou a ter o sentido de uma humilde dependência de Deus.  Esta bem-aventurança ensina duas verdades:

a. Reconhecer a nossa pobreza espiritual – Não temos nada para oferecer a Deus. O homem, humilde de espírito é aquele que reconhece a sua pobreza espiritual.    À  igreja de   Laodicéia, Jesus falou: “Pois dizes :  Estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego, nu”  (Apocalipse 3.17) . Era um igreja autosatisfeita e bastante superficial.  Quantas pessoas há, satisfeitas com o seu estado espiritual que são como  o fariseu:  “Ó Deus, graças te dou porque  não sou como os demais homens…jejuo…dou dízimo de tudo quanto ganho” – não há muita pobreza ou humildade de espírito aqui!      Ou será que somos como o publicano que clamava –  “Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lucas 18:11-13)? O publicano estava totalmente dominado pela percepção de sua falência moral e destituição espíritual – isto é ser humilde de espírito. Ver em Isaías 57.15 e 66.2.

b. Receber o reino dos céus –  O reconhecimento de nossa pobreza espiritual é a condição indispensável para receber o reino de Deus.   O que Jesus enfatiza é  que o reino dos céus é oferecido somente àqueles que são humildes de espírito. Feliz é aqueles que reconhece a sua fraqueza espiritual!

Os que choram. Esta é uma bem-aventurança estranha – “Felizes e infelizes.” A palavra chorar é uma palavra  muito forte, lamento pelos mortos queridos, grande dor moral ( Genesis 37: 34). Este choro não é de luto, mas o choro do arrependimento. Quando Jesus se aproximou da cidade de Jerusalém, chorou pelo pacado do povo impenitente  (Lucas 19.41) Deve haver da parte do crente essa tristeza pelos pecados dos outros – lágrimas quando vemos um irmão cair no pecado, em vez de fofoca sobre o seu pecado.   Mas o que deve nos levar às lágrimas é a tristeza de nossos próprios pecados, aquilo que Paulo descreve:  “Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação que a ninguém traz pesar;  mas a tristeza do mundo produz morte (2 Coríntios  7.10). Há uma ligação entre as primeiras duas bem-aventuranças.  Ser humilde de espírito é sentir convicção pelo pecado;  chorar é demonstrar contrição.

Os mansos . Alguém manso é uma pessoa que demonstra auto-controle.    Moisés foi considerado um varão mui manso (Números  12.3). Bem-aventurada é a pessoa  que tem todo o impulso e toda paixão matural sob contrôle e sabe quando deve e quando não deve irar-se.  Aprendei  de mim”, disse Jesus, “porque sou manso e humilde de coração  (Mateus  11.29).

São essas pessoas  “mansas” que “herdarão a terra” . “A condição pela qual tomamos posse de nossa herança espiritual em Cristo, não é a força, mas a mansidão,  pois tudo é nosso se somos de Cristo” .

–  Os que têm fome  e sede de justiça. A fome aqui não é fome que a gente tem antes do almoço – “Estou com fome!”.   É a fome de uma pessoa que não tem absolutamente nada para comer.   É a sede de um moribundo  desesperado para beber água. Quanto desejamos justiça ? É quando um homem morrendo no deserto deseja comer e beber. Qual é a natureza dessa justiça.

Justiça  moral – é o caráter e a conduta que deve agradar a Deus.   Devemos desejar ardentemente um coração  que agrada a Deus.  Sede é um sinal de saúde.  Quando não temos apetite, isso é motivo de preocupação.  Como é triste ver as pessoas sem a fome e sede de Deus!  Apenas em Deus podemos saciar a nossa sede e matar a nossa fome.

Justiça social – uma grande peocupação dos profetas menores foi com as injustiças que prevalecem na sociedade: “visto que pisais o pobre, e dele exigis tributo de trigo (Amós 5. 11) ,  procedendo dolosamente com  balanças enganadoras, para comprarmos os pobres por dinheiro, e os necessitados por um par de sandálias”  (Amós 8.5,6).

Esta é a bem-aventurança do espírito faminto, porque será farto com a plenitude da vida de Cristo!

Senhor, a maior aspiração que anela o meu coração é alcançar o caráter que nos mostras ser de acordo como teu coração. Peço que o Teu Santo Espírito burile o meu temperamento e que eu possa ser conforme o Teu modelo. Em nome de Jesus. Amém

“Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto”                                                                                                                                                                                                          Salmos, 32:1

As bem-aventuranças que demonstram o tipo de caráter que Cristo espera nos Seus discípulos no dia a dia, que é bem diferente das qualidades que o mundo exige hoje.  O mundo não acha que a pessoa “humilde de espírito”, “mansa” ou  “pacificadora” é feliz.

Nos termos do mundo, para ser feliz a pessoa tem de procurar seus próprios direitos, buscar realização pessoal a todo custo, sem pensar em quem pisa para obter seus objetivos e felicidade. Mas Cristo, neste trecho do Sermão, mostra que a verdadeira felicidade é bem diferente.  Seu padrão de vida para os discípulos entra em choque com os padrões do mundo.

“As bem-aventuranças descrevem o caráter equilibrado do povo cristão”. Os ensinamentos, de início destinados  aos discípulos, foram ouvidos pelos que seguiam a Cristo. O compêndio de doutrina  cristã, ou a Magna Carta do Reino, como é chamado pelos doutrinadores .   Essencialmente  Jesus estava ensinando  as qualidades que devem caracterizar todos os Seus discípulos … cada cidadão do Reino de Deus.

É bom notar que as bem-aventuranças não são uma série de regulamentos que uma pessoa deve obedecer para se tornar um crente, mas uma descrição de como uma pessoas crente deve viver.

Bem -aventurança é algo que somente Deus pode dar – nós não temos os recursos para produzir a condição espiritual que seria aceitável  por Deus;   Bem-aventurança é um estado que Deus deseja que Seu povo desfrute;  Bem-aventurança não depende das circunstâncias  (Filipenses 4.10-11)  (2Co. 7.4) e (2Co.  12.10); Bem aventurança é relacionada com obediência à Palavra de Deus (Lucas 11. 27-28);

É interessante notar que a primeira bem-aventurança e a última fazem a mesma promessa – “porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5.3,10).

O que é um reino eterno? O reino universal e eterno de Deus é o último fato. Sua soberania absoluta é o alicerce de toda verdade bíblica e nenhuma compreensão de história ou teologia é possível sem ela.

É um reino espiritual –  Os judeus sempre procuravam um reino terrestre e um Messias que estabeleceria Seu reino aqui na terra. Depois da ressurreição, Jesus apareceu aos Seus discípulos  “falando das coisas concernentes ao reino de Deus” . É incrível que os próprios discípulos ainda tinham a mente fixa num reino política, territorial e nacional: “Senhor, será este o tempo que restaures o reino a Israel?” (Atos 1.  3,6). Jesus nunca prometeu estabelecer um reino político.  A Pilatos,   Jesus afirmou:  “O meu reino não é deste mundo … o meu reino não é daqui” (João 18:36).

É um reino contemporâneo –  Embora o Reino  de Deus não será totalmente consumado até depois da Segunda Vinda de Cristo. A Bíblia contudo, deixa claro que Cristo inaugurou o reino da Sua Primeira Vinda. Quando os fariseus perguntaram quando o reino de Deus chegaria, Jesus respondeu: “Não vem o Reino de Deus com visível aparência … porque o reino de Deus está dentro de vós ( Lucas 17.20-21).  – O Reino já tinha chegado, porque Ele já chegou!    O reino de Deus é aqui e agora!

É um reino dinâmico –  O reino de Deus, em último lugar, quer dizer o reino absoluto de Deus na minha vida. por causa da minha união espiritual e dinâmica com o Rei, posso viver segundo as normas do reino.  Oreino de Cristo em e pela vida do povo de Deus não é estático, mas dinâmico.

Como é bom saber que quando a nossa vida terrestre terminar ouviremos a voz do  Rei:  “Vinde, benditos de meu Pai! entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25.34). você se anima com esta esperança?

Senhor, a esperança de viver uma vida em Teu Reino é o que me anima e me move. Sustenta-me com tua graça e misericórdia diante da minha pequenez. Em nome de Jesus, eu oro. Amém.