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Comunico aos que tem me acompanhado neste espaço (Blog Louvor e Intercessão), compartilhando minhas reflexões sobre as Escrituras que, desde o último sábado 17 de outubro de 2009, este blog passou a utilizar como endereço de acesso o domínio www.louvoreinterecessao.com.br

Desejo que essas palavras e reflexões sejam úteis a todos e que continuem visitando o espaço sempre que tiverem vontade. Deus os abençoe.

Um abraço, Lucia Itamara

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“Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e eles passou a ensiná-los”     (Mateus 5.1-2)

Inicio hoje a reflexões acerca do Sermão do Monte, com base no estudo da Editora Cristã Evangélica, Sermão do Monte, um ensino desafiador.  Aceita esse desafio?

Qual tem sido a nossa reação diante dos ensinamentos do Sermão do Monte?  Não basta ficarmos encantados com o seu ensino. A nossa reação deve ser de humildade e obediência aos mandamentos do Mestre.

Quem é Jesus para nós?  O que e exatamente que vemos quando olhamos para Ele? Um homem simples, comum?  Quando Felipe encontrou com Natanael e contou ter encontrado Jesus, o Nazareno, Natanael perguntou-lhe:  “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?  Mas quando Natanael se encontrou com Jesus, confessou estar diante do “Mestre, Filho de Deus, Rei de Israel!” (Jo 1: 45-49). E para nós, quem é Jesus?   É Ele o nosso Mestre?

Neste sermão, Jesus apresentou uma lei perfeita para que andemos nela: amar aquele que nos faz mal, bendizer a quem nos amaldiçoa, orar por aqueles que nos consideram seus inimigos.  Temos agido assim?

O Mestre ensinou que a conduta de Seus discípulos deve ser essa também:  ” Nem todo o que diz: Senhor, Senhor!, entrará no reino dos céus, mas aqueles que faz a vontade do Pai que está nos céus.  O destino eterno do homem depende da total obediência a Deus.

Façamos do padrão de Jesus o nosso padrão de vida. Falemos da Palavra com autoridade. Tenhamos um caráter íntegro:  amemos mesmo quando não esperamos receber amor, façamos o bem sem esperar recompensas. Tenhamos como objetivo supremos da nossa vida fazer a vontade do Pai, obedecer à Sua Palavra, obedecer aos ensinamentos do Mestre.

Aprendamos com Jesus a “amar as pessoas e usar as coisas”.

Uma reflexão: “Que conhecimento tenho das Escrituras?  Que tenho feito com tal conhecimento? Em que ele tem mudado a minha vida?”

“Não é o que se estuda, mas sim com quem se estuda que importa”. Que privilégio extraordinário o de estudarmos com o Mestre Divino. “Todo o conhecimento, toda a VERDADE está nEle. Ele sabe tudo sobre o mun do; Ele sabe tudo sobre nós.   Que responsabilidade tremenda é a nossa. Diante de tal mestre, temos de obedecê-Lo  e seguí-Lo com fidelidade, alegria e perseverança.”

Senhor, que o propósito de estudarmos o Sermão do Monte, seja exitoso e profícuo, para que estas sublimes e elevadas normas de vida  se incorporem ao nosso viver, pela tua graça e tenhamos a força que necessitamos para vivermos, à altura, os ensinamentos de Jesus: O MESTRE por excelência. Amém

“E esperou sete dias, até o tempo que Samuel determinara; não vindo, porém Samuel a Gilgal, o povo se espalhava dele. Então disse Saul: Trazer-me aqui um holocausto e ofertas pacíficas. E ofereceu o  holocausto.  E sucedeu que, acabando ele de oferecer o holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul  lhe saiu ao encontro, para o saudar. Então, disse  Samuel:  ‘Que fizeste? Disse Saul: Porquanto via que o povo se espalhava de mim, e tu não vinhas nos dias aprazados,  e os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás, eu disse; Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e ainda à face do Senhor não orei; e forcei-me e ofereci holocausto.   Então disse  Samuel  a Saul: Agiste nesciamente e não guardaste o mandamento que o Senhor, teu Deus, te ordenou; porque, agora, o Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Porém, agora, não subsistirá  o teu reino; já tem buscado o Senhor, para si um homem segundo o seu coração e já lhe tem ordenado o Senhor que seja chefe de seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou.”

Na pregação do culto de hoje, pelo Pastor André   de Lucena Chagas, na  IMEF (imef. org.br), o tema foi:” Os inimigos da vitória”.

O texto acima relata claramente que um dos maiores inimigos da próxima vitória, ou da vitória que se aproxima,  é a impaciência,  ou precipitação.

A paciência, diz a tradição de sabedoria, é maior das virtudes, ou ainda, é a melhor das armas.   Como está esta área em sua vida?

A ira, ansiedade, pressão desencandeiam em nós atitudes de impaciência ou precipitação, todavia os atos praticados nessas condições, inevitavelmente produzem algum resultado negativo, senão desastroso, ou totalmente nefasto e as consequências são muitas vezes irreparáveis.

A pratica de contar até 10, (ou até 100, se for o caso) é um bom estratagema para nos proteger de uma reação tempestuosa e danosa.

Devemos buscar a direção divina diante de uma situação de conflito, o Senhor nos alertou de que no mundo teriamos aflições, e nos alentou quando disse que tivessemos bom ânimo, pois Ele vencera o mundo.

Moisés, talvez o mais lembrado, respeitado, dos profetas de Israel, um homem que falava com Deus face a face, irou-se com o povo murmurador e, contrariando as ordens do Senhor que determinara que falasse à rocha, para que desse água, feriu-a, duas vezes (Números 20.7-13), e essa atitude de orgulho trouxe-lhe como consequência ter perdido o direito de entrar na Terra Prometida.   Moisés foi repreendido por Deus, porque não havia santificado ao Senhor.

O fato de nos precipitarmos num momento de pressão, desobedecendo à ordem de Deus, pode nos levar como aconteceu a Moisés, a ter roubada a nossa vitória.

O medo.   No livro de 1 Reis, 19- 1 a 4,  Elias, depois de haver obtido estraordinária vitória,  entra em depressão. Na véspera derrotara flagorosamente os profetas de Baal, e se amendrontara diante da ameaça de Jezabel.   É o que é capaz de nos desviar da rota do  triunfo e da vitória.

Pedro, andando sobre as águas, depois de estar já com a vitória alcançada, deixou de olhar para Jesus e afundou.

O medo é capaz de parar  as pessoas. E para vencer o medo, precisamos trazer à memória aquilo que nos pode trazer esperança.

A vaidade, o orgulho,  a  soberba. Em Juízes 8.22-27.  Gideão, após ter obtido uma grande vitória, pela intervenção de Deus, foi convidado a exercer o domínio sobre o povo de Israel, no entanto recusou a esse convite, no entanto exigiu o despojo, em ouro e objetos preciosos e isso determinou a sua queda. O povo se prostituiu  e foram abatidos depois pelos midianitas.

Não é raro saber que pessoas que alcançaram uma vitória, uma posição de proeminência, acabam sendo vencidos pelo verme da vaidade, do orgulho, da soberba.

Também Salomão o Rei Sábio, no fim da vida fez o que agradava às suas muitas mulheres e isso determinou a sua decadência moral e espiritual.

O orgulho e a vaidade é que podem nos  impedir de alcançar a vitória.

Nós temos em nós alguém que pode nos ajudar a vencer o desafio.  É Jesus, busquemos a Ele.


Senhor, guarda-nos de sucumbirmos diante deste inimigos tão traiçoeiros, fortalece o nosso propósito, dá-nos sabedoria e discernimento. Trabalha em nosso coração e concede-nos a Tua graça para vencermos os desafios. Em nome de  Jesus. Amém.

“No princípio criou Deus os céus e a terra.   E a terra era vã e vazia, e havia escuridão sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.   E disse Deus: Seja luz! E foi luz.  E viu Deus que a luz era boa,  e separou  Deus entre a luz e a escuridão.  E chamou Deus à luz, dia, e à escuridão noite: e foi tarde e foi manhã, dia um.”            (Genesis, 1.1-5)

Os primeiros capítulos do Gênesis narram os primórdios da Criação.

O fato de ter criado Deus um homem só, formado do pó da terra, ensina que não deve existir orgulho,desigualdade de origem, linhagem e casta entre os homens;   ninguém pode chamar ao seu semelhante de estrangeiro, pois pertence como ele, à mesma terra.

“A humanidade foi criada com Adão, um único ser humano, para nos ensinar que todo aquele que destrói uma única vida humana é considerada, aos olhos do Criador, como se destruísse o mundo inteiro, e aquele que salva uma única vida humana, como se salvasse o mundo inteiro.  A raça humana começou com um único indivíduo, com o objetivo de preservar a paz entre os homens, para que ninguém possa afirmar que  ‘o meu antepassado é mais antigo que o teu’,  e para que o herege não possa alegar que existem muitos poderes celestiais.”

Em Estudos da Torá, Guarani de Oliveira, traz à reflexão Romanos 3, que diz:

“Somos acaso nós judeus  mais excelentes (indago), de maneira nenhuma, pois já dantes demonstramos que, tanto judeus  como gregos, todos estão debaixo do pecado;

Como está  escrito: Não há um justo, nem um sequer.

Não há ninguém que entenda;  Não há ninguém que busque a Deus.  Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.  Não há quem faça o bem, não há um só.  A sua garganta é um sepulcro aberto;  Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios;  cuja boca está cheia de maldição e amargura.   Os seus pés são ligeiros para derramar sangue.  Em seus caminhos há destruição e miséria;  E não conheceram os caminhos da paz.  Não há temor de Deus diante de seus olhos”

Porque nenhum homem é justo segundo este texto do apóstolo Paulo (indago).  Porque todos estão debaixo do pecado.

Após a queda do primeiro homem no Éden, seus descendentes naturais em todas as gerações naturais em todas as gerações estão alienados de Deus…

–  Ninguém nasce come entendimento;  a Palavra de Deus é que dá entendimento e discernimento espiritual;

–  Não há ninguém que busque a Deus;  para o homem ter um relacionamento com Deus a iniciativa só pode vir dEle mesmo.  É necessário antes ouvir a pregação da Palavra e depois invocá-Lo em qualquer  circunstâncias;

–  Não há quem faça o bem, se não houver uma mudança  da natureza;  Só o Espírito Santo pode nos mover a fazer o bem com ações que estejam fundamentadas na Torah;

–  Todos se extraviaram – não há comunhão na família ou na comunidade, e juntamente se fizeram inúteis: apenas a submissão a Deus motivada pelo Temor Santo é que pode levar o homem a servir de maneira útil aos propósitos  Divinos eternos com relação ao objetivo último na história humana, de fazer com que todas as famílias da terra sejam abençoadas  (Genesis 12:3)

–  A sua garganta é um sepulcro aberto: toda mensagem  que sai do coração humano através da boca do homem é mau e contamina os outros trazendo maldições,pois visa apenas os próprios interesses.

–  Não conheceram o caminho da paz:  a história humana é uma corrente contínua que vai desde  pequenos conflitos, até revoluções entre etnias dentro de uma nação e guerra entre nações.

–  O resultado de toda esta alienação de Deus é trágico:  derramamento  de sangue inocente, destruição e miséria e falta de paz!  Porque (indago)

Romanos 3:18  “Não hã temor de Deus diante de seus olhos”

A única esperança que nos resta é buscarmos a Deus, rendermo-nos e Ele e vivermos segundo o seu decreto.

Senhor! Contempla-nos com a tua misericórdia, para que não sejamos aniquilados. Dá-nos graça para mudarmos o nosso viver.  Rogamos-Te no nome do Senhor Yeshua HaMaschiach.  Amém.

“Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e os céus enviaram chuva, e a terra produziu os seus frutos (Tiago 5.17.18).”

O episódio a que se refere a epístola de Tiago esta descrito no primeiro livro de Reis, capítulo 17.1 e 41 -46.

“Porque Elias precisou orar?”  e simplesmente porque Deus escolher trabalhar através da pessoas. Mesmo quando é o próprio Senhor que toma a iniciativa de alguma coisa, desejando ardentemente fazê-la, Ele ainda precisa que peçamos a Ele.

Outro exemplo que sustenta a premissa sobre a  necessidade absoluta de oração é encontrada na vida de Daniel. Em 606 a.C, Israel havia sido levado cativo por outra nação devido ao seu pecado. Anos mais tarde, em Daniel 9, vemos que ao ler o livro do profeta Jeremias, Daniel descobriu que estava no tempo do cativeiro de Israel acabar. Jeremias não havia apenas profetizado o cativeiro, do qual Daniel participara, mas havia profetizado também a sua duração: setenta anos. Daniel então agiu:  “Por isso me voltei para o Senhor Deus, com orações e súplicas, em jejum, em pano de saco e coberto de cinza (Daniel 9.3). Sabemos que o anjo Gabriel foi enviado imediatamente depois que Daniel começou a orar.  Contudo  ele levou vinte e um dias para passar pela batalha nos ares com  a mensagem de informar a Daniel que “suas palavras foram ouvidas e eu vim em resposta a elas”  (Daniel 10.12)

Existe um ministério específico de oração, chamado intercessão, que muitos cristãos estão descobrindo agora. Através do dom da oração intercessória, os novos entercessores têm se encontrado com Deus numa intimidade profunda e, por meio dessa comuhão, estão liberando o poder de uma forma maravilhosa.

Intercessão é um tipo de oração na qual o intercessor, como intermediário, entra numa brecha entre Deus e a necessidade até obter a resposta milagrosa.

Se você nunca ouviu falar da intercessão, você precisa ler o livro ORAÇÃO  INTERCESSÓRIA, publicado pela Editora Atos, de autoria do Pastor Dutch Sheets, pois nele é ensinada uma revelação explosiva. Se você já é um intecessor, você também precisa ler este livro, que certamente o levará a um novo nível de vida de oração.

Este livro que tenho comigo há muitos anos tem sido de extraordinária valia para a minha vida de intercessora, e sendo este o dom que em mim identifico, nomeei este espaço como LOUVOR E INTERCESSÃO, por sentir que no louvor é que se encontra Deus e a intercessão é o que Deus espera de nós.

Senhor, diante de tantas necessidade e sofrimento que contemplamos no mundo, entre os homens, renovo a Ti, a minha oferta –  eis-me aqui, usame-me a mim. Por Jesus, o nosso grande Intercessor. Amém.

“Mas a graça foi dada a cada um de nós, segundo a medida do dom de Cristo… E Ele mesmo deu uns para apóstolos, outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres” Efésios, 4. 7 e 11.

Tive sempre desde a infância a noção da importância da pessoa e de figura do professor. E sempre também me surpreendo quando percebo que esse conceito e o respeito que tenho pela figura do mestre,  não é preservado na sociedade atual.

A Educação em nosso país é  sempre tratada pelos governantes como item primordial para figurar como bandeira eleitoral, porém na prática, quando efetivamente assumem ao poder, as prioridades se invertem e a educação não é conduzida ao lugar de prometida prioridade. E, pior,  como a propalada importância da educação como prioridade de programa de governo, não era autêntica, porém item obrigatório para seduzir os eleitores,  não recebe a atenção  e o cuidado que deveria e ainda que se faça uma derrama de dinheiro, o que não acontece efetivamente,  não é tratada como o respeito e a seriedade com que deveria, e aí está a grande incoerência do nosso “gigante adormecido”. Para se tornar a nação de destaque, e se ombrear com as nações desenvolvidas, é essencial, que haja uma revolução na educação no Brasil.

Há alguns anos, já vivendo em Curitiba, acompanhei a campanha eleitoral de candidato ao governo estadual, e que foi eleito, em que  falava com todo respeito de que o impressionara muito em viagem ao Japão, saber que nas audiências públicas, o imperador se levantava apenas para receber um professor, homenageando com tal atitude a todos os mestres do seu país, que  sabemos é a segunda economia mundial e excelentemente desenvolvido. Esse governador, já não mais em exercício, não conseguiu fazer o Paraná  adotar esse mesmo pensamento com  relação ao professor, e os seus esforços em prol da educação, como não era tão primordial também, ficou aquém do que se esperava do discurso com tão belo exemplo evocado.

A minha credulidade,  parece infantil, porém quando se perde a esperança, não se tem em quem confiar, fica tudo muito mais difícil continuar  e quando uma bandeira é erguida e a mensagem é de progresso,  de melhoria,  de solução de um problema anacrônico como é a situação da educação no Brasil,  acaba-se por dar crédito e esperar que sejam cumpridas as promessas.

Frequentemente somos informados do exemplos maravilhosos de dedicação de abnegados professores, nos mais longínquos rincões do nosso pais, sem as mínimas condições materias, com salário de fome, persistindo na árdua tarefa, procurando passar adiante os conhecimentos muitas vezes mínimos de que são detentores, para não condenar à cegueira total da ignorância do analfabetismo, às crianças e jovens do lugar.  Abandonados pelo Estado, esquecidos, ignorados, lembrados quando se aproximam  novas eleições, quando novas promessas são feitas para de novo não serem cumpridas

De outro lado, nas cidades, onde as condições materiais são, um pouco menos ruins, outro problema gravíssimo impede o fluir da tarefa essencial e cívica de educar, de preparar as novas gerações, porque a violência, o absoluto desrespeito, a barbárie que cerca as escolas, sobretudo as públicas,  com a depredação dos prédios, o saque do  instrumental, a agressão verbal e física praticada contra os professores. Tudo isso representa um grande risco para o futuro do povo brasileiro.

A Educação é essencial.  E  por isso é muito importante que iniciativas como  “Todos pela  Educação”, movimento da sociedade civil organizada (www.todospelaeducacao.org.br), que pretende mobilizar a todo o país, envolvendo a todos, pais, professores, alunos, autoridades, para concretizar uma revolução pela educação, com metas definidas e um programa de ação que terá início, amanhã, 16.10, que é o “Eu e Você, Todos  Educação”. É preciso ter esperança, acreditar e agir, participar, todos podem fazer algo. Todos tem algum talento, um dom para contribuir.

Agradecendo aqui a todos os mestres que durante a minha vida mostraram-me a luz do saber, oro também para que o Senhor os abençoe.  Oro para que legítimas vocações sejam despertadas para o exercício do magistério. Oro para que os mais nobres sentimentos sejam despertados em todas as pessoas ligadas à educação no nosso país e sejam despertadas as consciências daqueles que têm o dever de zelar por essa obra.

Senhor, levanta homens de bem para se envolverem nesta obra e que a Tua verdade seja o luminar do conhecimento e da formação que seja dada ao nosso povo. Em nome de Jesus, o Mestre dos Mestres. Amém.

“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.  A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia. Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons”. Proverbios 15.1-3

No último dia 29 de setembro, quando viajei a São Paulo,  tomei um ônibus do tipo executivo, com algumas mordomiazinhas.  Por causa de uma pequena diferença de custo da passagem, normalmente não  viaja lotado e isso é bom, pois é mais confortável. Nesta viagem, haviam apenas 15 passageiros e saímos da rodoviária tranquilos, até que dois minutos depois, um dos passageiros começou a cantar em voz bem alta uma música de banda, que não sei o nome, mas já tinha ouvido antes. A princípio pensamos todos que fosse uma brincadeira e que cessasse em seguido, mas isso não ocorreu e os demais passageiros se entreolhavam atônitos, até que um rapaz, que viajava no primeiro banco, com sua esposa,  resolveu levantar e falar com o cantor inconveniente, que estava pouco atrás de mim, em diagonal, permitindo-me a visão e audição perfeita do diálogo. Tocou no ombro do cidadão (?) e disse-lhe em tom normal e comedido que o seu canto estava incomodando aos demais passageiros.  O cantor então reagiu muito mal, dizendo um palavrão e afirmando que ninguém se sentia incomodado. No que não recebeu concordância,   pois a senhora que sentava atrás de mim, afirmou que se sentia sim, incomodada, outras vozes, inclusive a minha fizeram côro e então o indivíduo desligou o som e começou a fazer afirmações injuriosas ao passageiro que reclamara, e nós outros, estupefatos vimo-nos diante de uma pessoa sem nenhuma compostura e todos entre receosos e indignados pareciam não saber como reagir.

Nessa altura, a advogada ainda não totalmente aposentada aflorou em mim e declarei em alto e bom som que o indivíduo não poderia continuar a viagem pois, na presença de várias pessoas havia cometido pelo menos três delitos e os enumerei. Felizmente para nós, encontrava-se no ônibus um representante da mesma empresa e identificando-o solicitei que fizesse parar o ônibus e acionasse a polícia militar que atua na Rodoferroviária. Para encurtar o relato, o passageiro inconveniente acabou sendo desembarcado e ficou aos cuidados das autoridades e nós pudemos continuar a viagem.

Muitas reflexões fizemos depois, havia necessidade de um boletim de ocorrência e o episódio acabou por quebrar o gelo entre os passageiros e conversamos quase todos. Houve um bem após o mal estar. E eu, fiquei a me indagar se faltara ao sentimento cristão ao agir desse modo, liderando o protesto. Porém refletindo depois percebi  que não, pois se naquele momento eu possuia o conhecimento e podia me opor ao abuso, deveria sim, tê-lo feito.  E o episódio foi emblemático para demonstrar como a violência, que decorre do absoluto desrespeito pelas mais básicas regras de convívio social, de reconhecimento do limite do direito de cada um e da amoral atitude de intimidação que vai abrindo portas e fortalecendo as atitudes de abuso, que precedem a consequente  violência,  tem êxito por causa da inércia, da inação, do recuo do cidadão pacífico e ordeiro, que respeita as leis, as normas, as regras sociais.

Entendo que não é fazendo uso da “palavra dura” ou da atitude de ira ou furor, que se resolvem as situações de confronto, porém, é necessário que o homem sensato também tenha firmeza e usando da palavra correta se oponha ao mal. E quando vários homens de bem se apresentam e se unem para enfrentar o mal, este recua, como a treva se extingue com a luz.

Recordo-me de relato feito por um brasileiro, economista e professor do M.I.T., de Chicago , EUA,  sobre uma pesquisa em educação, relatava que em cidades que estavam com muitos bairros dominados pela violência,  os cidadãos decidiram se reunir em massa e apresentavam-se nos lugares onde as gangues agiam e em grande grupo impediam a passagem e a ação  dos membros dessas gangues. E assim conseguiram terminar com estas ações e os membros da gangue já não tinham mais força para continuar. Também não tinham mais o “poder” de atrair os jovens para esses grupos e desse modo a população sentiu-se fortalecida para retomar as cidades para si.

Muitas vezes, diante dos relatos de violência e desumanidade, sentimo-nos enfraquecidos e desesperançados, porém é essencial que não sejamos vencidos e continuemos acreditando que a luz afugenta as trevas.

A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia,”…

A ação ditada pelo ímpeto do momento, praticada no açodamento, quase sempre é ineficaz e mais, prejudicial, porém  alguns segundos de reflexão podem produzir diferença para o êxito da ação.

Devemos buscar sempre, de Deus, a sabedoria, o discernimento e o domínio próprio, e isto tudo Ele nos dá se lho pedirmos para que o nosso agir seja de justiça.

Senhor, dá-nos a sabedoria para o justo proceder, concede-nos o discernimento para compreender o que seja a Tua vontade e desenvolve em nós a força para exercermos o domínio próprio em todo o nosso proceder. Por Jesus, te pedimos. Amém.