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Archive for the ‘Fé’ Category

“Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, o varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”  Efésios 4.13

O  Relacionamento com o próximo.

1.  Os misericordiosos  – A misericórdia é compaixão e socorro para uma pessoa que não tem a mínima possibilidade de ajudar a si mesmo.   Uma grande ilustração  dessa verdade se acha na Parábola do Bom Samaritano, que “usou de misericórdia” para com o viajante que foi assaltado no caminho de Jerusalém a Jericó é abandonado semi-morto (Lucas 10.25-37).    Há tantas pessoas abandonadas pela sociedade e muitas vezes, pela própria igreja que necessitam de um ato de misericórdia da nossa parte. Muitas pessoas preferem isolar-se da situação dolorosa da humanidade.   A versão,em linguagem atualizada do texto bíblico é muito apropriada:    “Felizes os que têm misericórdia dos outros  –  Deus terá misericórdia deles também” . Não se esqueçam que aqueles que demonstram misericórdia encontrarão misericórdia.

2.  Os limpos de coração  – Este foi o desejo de Davi: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (Salmos 51.10). O coração limpo é a coração sincero. Como há uma grande necessidade de  o crente ser sincero, livre de falsidade no seu relacionamento com outros! Como diz   Stott:  “Como são poucos os que, dentre nós, vivem uma vida aberta!  Somos tentados a usar uma máscara diferente, de acordo com a realidade, mas representação, que é a essência da hipocrisia”.  E são tais pessoas que verão a Deus, tanto como no futuro, quando chegarmos na presença do Senhor, face a face! Esta á a bem-aventurança do crente que “não entrega a sua alma à falsidade!”

3. Os pacificadores. Há uma grande necessidade hoje de pacificadores – na indústria entre empregador e empregado;  na  igreja,   entre  um membro e outro (Filipenses 4.2)! A coisa mais fácil é criar caso, incentivar atritos.  É preciso da nossa parte um grande esforço, como Paulo nos mandou:  “esforçando-nos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz”  (Efésios 4.3).    Cada cristão tem de ser um pacificador, mas isso só é possível quando gozamos paz com Deus, a fonte de toda paz.  Somos chamados a  “seguir a paz com todos” (Hebreus 12.14) e, se depender de nós,  “ter paz com todos os homens” (Romanos 12.18).

A grande bêncão de lutar pela reconciliação de duas pessoas ( ou dois grupos) que estão em divergência é ser  “chamados filhos de Deus”.

4. Os perseguidos por causa da justiça. O Senhor nunca disse que seria fácil ser crente.  O preço pode ser bem alto. A vida cristã é difícil quando vivemos de acordo com a Palavra de Deus. Pode haver perseguição física por causa da nossa fé, mas muitas vezes a perseguição é muito mais  sutil, sejam calúnias que temos de sofrer, ou a perda de amigos porque somos crentes.   Até hoje, em vários países, ser crente é sofrer expulsão de casa, ou mesmo morrer como mártir.   “A condição de ser desprezado ou rejeitado, injuriado e perseguido é sinal do discipulado cristão, da mesma forma que um coração  puro ou misericordioso”.  Não há dúvida que a perseguição é simplesmente o conflito entre dois sistemas de valores irreconciliáveis.

Todos os crentes devem demonstrar todas as características detalhadas aqui. Crentes não tem a liberdade de escolher alguma área especial e negligenciar outra, mas são chamadas a crescer em todos os aspectos ( Efésios 4.15). “Tal inversão dos valores humanos é básica na religião bíblica. Os métodos do Deus das Escrituras parecem uma confusão para os homens, pois exaltam o humilde e humilham o orgulhoso; chamam de primeiros os últimos, e de últimos, os primeiros…  Resumindo, Jesus parabeniza aqueles que o mundo mais despreza, e chama de  “bem-aventurados” aqueles que o mundo rejeita”

Não se iludam aqueles que pensam poder  fingir, Deus não se deixa  enganar. E Ele requer a nossa sinceridade.

Senhor, grande é o desafio de vencer o nosso eu, egoísta, pecaminoso e nos tornarmos altruístas, santos,  por isso, precisamos manter os olhos postos no nosso modelo, Teu Filho, nosso Salvador, Jesus Cristo, em nome de quem oramos. Amém.

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“Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto”                                                                                                                                                                                                          Salmos, 32:1

As bem-aventuranças que demonstram o tipo de caráter que Cristo espera nos Seus discípulos no dia a dia, que é bem diferente das qualidades que o mundo exige hoje.  O mundo não acha que a pessoa “humilde de espírito”, “mansa” ou  “pacificadora” é feliz.

Nos termos do mundo, para ser feliz a pessoa tem de procurar seus próprios direitos, buscar realização pessoal a todo custo, sem pensar em quem pisa para obter seus objetivos e felicidade. Mas Cristo, neste trecho do Sermão, mostra que a verdadeira felicidade é bem diferente.  Seu padrão de vida para os discípulos entra em choque com os padrões do mundo.

“As bem-aventuranças descrevem o caráter equilibrado do povo cristão”. Os ensinamentos, de início destinados  aos discípulos, foram ouvidos pelos que seguiam a Cristo. O compêndio de doutrina  cristã, ou a Magna Carta do Reino, como é chamado pelos doutrinadores .   Essencialmente  Jesus estava ensinando  as qualidades que devem caracterizar todos os Seus discípulos … cada cidadão do Reino de Deus.

É bom notar que as bem-aventuranças não são uma série de regulamentos que uma pessoa deve obedecer para se tornar um crente, mas uma descrição de como uma pessoas crente deve viver.

Bem -aventurança é algo que somente Deus pode dar – nós não temos os recursos para produzir a condição espiritual que seria aceitável  por Deus;   Bem-aventurança é um estado que Deus deseja que Seu povo desfrute;  Bem-aventurança não depende das circunstâncias  (Filipenses 4.10-11)  (2Co. 7.4) e (2Co.  12.10); Bem aventurança é relacionada com obediência à Palavra de Deus (Lucas 11. 27-28);

É interessante notar que a primeira bem-aventurança e a última fazem a mesma promessa – “porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5.3,10).

O que é um reino eterno? O reino universal e eterno de Deus é o último fato. Sua soberania absoluta é o alicerce de toda verdade bíblica e nenhuma compreensão de história ou teologia é possível sem ela.

É um reino espiritual –  Os judeus sempre procuravam um reino terrestre e um Messias que estabeleceria Seu reino aqui na terra. Depois da ressurreição, Jesus apareceu aos Seus discípulos  “falando das coisas concernentes ao reino de Deus” . É incrível que os próprios discípulos ainda tinham a mente fixa num reino política, territorial e nacional: “Senhor, será este o tempo que restaures o reino a Israel?” (Atos 1.  3,6). Jesus nunca prometeu estabelecer um reino político.  A Pilatos,   Jesus afirmou:  “O meu reino não é deste mundo … o meu reino não é daqui” (João 18:36).

É um reino contemporâneo –  Embora o Reino  de Deus não será totalmente consumado até depois da Segunda Vinda de Cristo. A Bíblia contudo, deixa claro que Cristo inaugurou o reino da Sua Primeira Vinda. Quando os fariseus perguntaram quando o reino de Deus chegaria, Jesus respondeu: “Não vem o Reino de Deus com visível aparência … porque o reino de Deus está dentro de vós ( Lucas 17.20-21).  – O Reino já tinha chegado, porque Ele já chegou!    O reino de Deus é aqui e agora!

É um reino dinâmico –  O reino de Deus, em último lugar, quer dizer o reino absoluto de Deus na minha vida. por causa da minha união espiritual e dinâmica com o Rei, posso viver segundo as normas do reino.  Oreino de Cristo em e pela vida do povo de Deus não é estático, mas dinâmico.

Como é bom saber que quando a nossa vida terrestre terminar ouviremos a voz do  Rei:  “Vinde, benditos de meu Pai! entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25.34). você se anima com esta esperança?

Senhor, a esperança de viver uma vida em Teu Reino é o que me anima e me move. Sustenta-me com tua graça e misericórdia diante da minha pequenez. Em nome de Jesus, eu oro. Amém.

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“Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e eles passou a ensiná-los”     (Mateus 5.1-2)

Inicio hoje a reflexões acerca do Sermão do Monte, com base no estudo da Editora Cristã Evangélica, Sermão do Monte, um ensino desafiador.  Aceita esse desafio?

Qual tem sido a nossa reação diante dos ensinamentos do Sermão do Monte?  Não basta ficarmos encantados com o seu ensino. A nossa reação deve ser de humildade e obediência aos mandamentos do Mestre.

Quem é Jesus para nós?  O que e exatamente que vemos quando olhamos para Ele? Um homem simples, comum?  Quando Felipe encontrou com Natanael e contou ter encontrado Jesus, o Nazareno, Natanael perguntou-lhe:  “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?  Mas quando Natanael se encontrou com Jesus, confessou estar diante do “Mestre, Filho de Deus, Rei de Israel!” (Jo 1: 45-49). E para nós, quem é Jesus?   É Ele o nosso Mestre?

Neste sermão, Jesus apresentou uma lei perfeita para que andemos nela: amar aquele que nos faz mal, bendizer a quem nos amaldiçoa, orar por aqueles que nos consideram seus inimigos.  Temos agido assim?

O Mestre ensinou que a conduta de Seus discípulos deve ser essa também:  ” Nem todo o que diz: Senhor, Senhor!, entrará no reino dos céus, mas aqueles que faz a vontade do Pai que está nos céus.  O destino eterno do homem depende da total obediência a Deus.

Façamos do padrão de Jesus o nosso padrão de vida. Falemos da Palavra com autoridade. Tenhamos um caráter íntegro:  amemos mesmo quando não esperamos receber amor, façamos o bem sem esperar recompensas. Tenhamos como objetivo supremos da nossa vida fazer a vontade do Pai, obedecer à Sua Palavra, obedecer aos ensinamentos do Mestre.

Aprendamos com Jesus a “amar as pessoas e usar as coisas”.

Uma reflexão: “Que conhecimento tenho das Escrituras?  Que tenho feito com tal conhecimento? Em que ele tem mudado a minha vida?”

“Não é o que se estuda, mas sim com quem se estuda que importa”. Que privilégio extraordinário o de estudarmos com o Mestre Divino. “Todo o conhecimento, toda a VERDADE está nEle. Ele sabe tudo sobre o mun do; Ele sabe tudo sobre nós.   Que responsabilidade tremenda é a nossa. Diante de tal mestre, temos de obedecê-Lo  e seguí-Lo com fidelidade, alegria e perseverança.”

Senhor, que o propósito de estudarmos o Sermão do Monte, seja exitoso e profícuo, para que estas sublimes e elevadas normas de vida  se incorporem ao nosso viver, pela tua graça e tenhamos a força que necessitamos para vivermos, à altura, os ensinamentos de Jesus: O MESTRE por excelência. Amém

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“No princípio criou Deus os céus e a terra.   E a terra era vã e vazia, e havia escuridão sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.   E disse Deus: Seja luz! E foi luz.  E viu Deus que a luz era boa,  e separou  Deus entre a luz e a escuridão.  E chamou Deus à luz, dia, e à escuridão noite: e foi tarde e foi manhã, dia um.”            (Genesis, 1.1-5)

Os primeiros capítulos do Gênesis narram os primórdios da Criação.

O fato de ter criado Deus um homem só, formado do pó da terra, ensina que não deve existir orgulho,desigualdade de origem, linhagem e casta entre os homens;   ninguém pode chamar ao seu semelhante de estrangeiro, pois pertence como ele, à mesma terra.

“A humanidade foi criada com Adão, um único ser humano, para nos ensinar que todo aquele que destrói uma única vida humana é considerada, aos olhos do Criador, como se destruísse o mundo inteiro, e aquele que salva uma única vida humana, como se salvasse o mundo inteiro.  A raça humana começou com um único indivíduo, com o objetivo de preservar a paz entre os homens, para que ninguém possa afirmar que  ‘o meu antepassado é mais antigo que o teu’,  e para que o herege não possa alegar que existem muitos poderes celestiais.”

Em Estudos da Torá, Guarani de Oliveira, traz à reflexão Romanos 3, que diz:

“Somos acaso nós judeus  mais excelentes (indago), de maneira nenhuma, pois já dantes demonstramos que, tanto judeus  como gregos, todos estão debaixo do pecado;

Como está  escrito: Não há um justo, nem um sequer.

Não há ninguém que entenda;  Não há ninguém que busque a Deus.  Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.  Não há quem faça o bem, não há um só.  A sua garganta é um sepulcro aberto;  Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios;  cuja boca está cheia de maldição e amargura.   Os seus pés são ligeiros para derramar sangue.  Em seus caminhos há destruição e miséria;  E não conheceram os caminhos da paz.  Não há temor de Deus diante de seus olhos”

Porque nenhum homem é justo segundo este texto do apóstolo Paulo (indago).  Porque todos estão debaixo do pecado.

Após a queda do primeiro homem no Éden, seus descendentes naturais em todas as gerações naturais em todas as gerações estão alienados de Deus…

–  Ninguém nasce come entendimento;  a Palavra de Deus é que dá entendimento e discernimento espiritual;

–  Não há ninguém que busque a Deus;  para o homem ter um relacionamento com Deus a iniciativa só pode vir dEle mesmo.  É necessário antes ouvir a pregação da Palavra e depois invocá-Lo em qualquer  circunstâncias;

–  Não há quem faça o bem, se não houver uma mudança  da natureza;  Só o Espírito Santo pode nos mover a fazer o bem com ações que estejam fundamentadas na Torah;

–  Todos se extraviaram – não há comunhão na família ou na comunidade, e juntamente se fizeram inúteis: apenas a submissão a Deus motivada pelo Temor Santo é que pode levar o homem a servir de maneira útil aos propósitos  Divinos eternos com relação ao objetivo último na história humana, de fazer com que todas as famílias da terra sejam abençoadas  (Genesis 12:3)

–  A sua garganta é um sepulcro aberto: toda mensagem  que sai do coração humano através da boca do homem é mau e contamina os outros trazendo maldições,pois visa apenas os próprios interesses.

–  Não conheceram o caminho da paz:  a história humana é uma corrente contínua que vai desde  pequenos conflitos, até revoluções entre etnias dentro de uma nação e guerra entre nações.

–  O resultado de toda esta alienação de Deus é trágico:  derramamento  de sangue inocente, destruição e miséria e falta de paz!  Porque (indago)

Romanos 3:18  “Não hã temor de Deus diante de seus olhos”

A única esperança que nos resta é buscarmos a Deus, rendermo-nos e Ele e vivermos segundo o seu decreto.

Senhor! Contempla-nos com a tua misericórdia, para que não sejamos aniquilados. Dá-nos graça para mudarmos o nosso viver.  Rogamos-Te no nome do Senhor Yeshua HaMaschiach.  Amém.

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“Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor,, teu Deus, te dá.” Exodo 2o. 12

Neste final de semana tive a grande alegria de estar com a minha família quase toda reunida. Vieram do  Rio, Tiffany, minha caçula, com marido e filho CJ, tesourinho de um ano e oito meses, que tem cativos a todos os demais membros da família, inclusive os primos Enzo (9) e Giorgio (7), filhos da Samantha e Guilherme, que de São Paulo chegaram no domingo à tardezinha, como grata surpresa a todos, e Sheron,  que pertinho, cuida do pai  e de mim, com tanto carinho, pois que mora aqui em Curitiba. Faltou apenas o Herman, que está trabalhando fora e não podia estar conosco.

Nestes momentos em que pudemos ter a companhia uns dos outros, fiquei refletindo quão grande é o amor e a dedicação dos pais, nos cuidados e educação dos filhos. É total, e parece inesgotável a capacidade de  se doar que se contempla e constata nos pais. Vendo minhas filhas, que até pouco tempo foram providas por mim e pelo pai nas suas necessidades físicas, emocionais, materiais, espirituais, estarem incansavelmente se doando aos seus pequenos, preocupadas, com seus esposos,  com o que de melhor podem ou poderão oferecer aos seus filhos para formá-los de modo a que venham ser bons cidadãos, que venham a contribuir para  construir um mundo melhor, para fazerem diferença com suas existências, pensei muito sobre o vínculo visceral de carne e espírito que liga pais e filhos e quão significativo é que as suas vidas sejam vividas numa relação de natural e imprescindível harmonia.

Os costumes se alteram,  as relações familiares são influenciadas por pela “modernidade” dos “novos tempos”, disciplina é questionada, isto pode, aquilo não, liberar, censurar, controlar, ouvir os filhos, deixá-los participar de decisões familiares, ser democrático… Enfim, são tantas as teorias e escolas de pensamento pedagógico, que os pais não raro tem crises de insegurança e incertezas diante da tarefa hercúlea, do desafio de agir corretamente na missão de educar.

No entanto, Deus nos deu a receita, quando estabeleceu, no deserto de Sinai, as leis, os mandamentos pelos quais deveria o povo se guiar, e entre os dez, estipulou um , o quarto, para o qual, ao cumprí-lo, estava prevista a promessa:  “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.”

Na Bíblia é grandemente destacada a importância da benção concedida pelo pai para o filho. Em Gênesis, 27, Jacó, industriado por Rebeca, sua mãe, engana Isaac para receber a bênção destinada ao primogênito e assim recebeu do Pai a preciosa bênção, que profeticamente foi proferida e concretizada posteriormente na vida de Jacó,  depois denominado Israel, e que foi o patriarca da nação israelita. Também ao fim da vida Jacó abençoa seus filhos , em Gênesis, 48 .11; 49.

Os tempos mudaram, usamos internet, enviamos mensagens pelo twiter, nos comunicamos com uma velocidade impressionante para até poucos anos atrás, no entanto, a força espiritual da palavra permanece e aquilo que dizemos de nossos filhos, o que declaramos sobre eles,  o que falamos a eles tem um poder extraordinário e antes de qualquer indagação sobre o certo e o errado na sua educação deve estar à nossa frente como luzes cintilantes, a frase que nos alerte, “tudo o que falarmos de alguém, se não for uma bênção, já é uma maldição”, e que se o amor for o nosso foco, ele será o filtro para nos conduzir a buscar a sabedoria divina, que nos será dada, se a pedirmos”.

Devemos, também por amor aos nossos filhos, instruí-los no conhecimento divino, para que as suas vidas sejam abençoadas por todo o sempre. Não poderemos colocar nossos filhos sob uma redoma, para que nada os atinja, porém podemos, sim, prepará-los para saber agir quando se defrontarem com adversidades que inevitavelmente acabarão por conhecer no mundo, e sairem, então, vitoriosos nos seus embates.

Há alguns anos, lembro-me de ter presenciado Samantha conversando com pessoas que lhe indagavam sobre a sua fé e o desejo de transmití-la aos meninos e ela respondeu:  “Não sei quanto tempo poderei estar com eles, porém quero que saibam que se eu lhes faltar, eles terão a Deus.”

Esse sentimento e a confiança no Pai, é a nossa segurança. Se nossos filhos tiverem a Deus, do que mais precisarão?

Querido Pai, louvo-te pela vida dos meus filhos, dos filhos que me destes que são os meus genros, e pelos meus netos que são a alegria da minha velhice. Que possamos todos, eles e eu te servir, rendendo-nos a Ti, inteiramente, pois sei que somente em Ti, podemos descansar. Peço-te em nome do Teu Filho e nosso Senhor, Jesus. Amém.

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“E esta é a benção com que Moisés, o homem de Deus abençoou os filhos de Israel antes da  sua morte.  Ele disse: O Eterno veio de Sinai, e de Seir lhes alvoreceu, apareceu desde o monte Parán e com ele havia uma parte das dezenas de milhares de anjos da santidade; escrita com Sua mão direita, deu-lhes Lei do meio do fogo. Também amou aos povos (tribos); todas as almas dos santos estão em Teu poder, é eterno; porque eles estiveram ao pé do monte Sinai e tomaram sobre  eles o jugo dos Teus preceitos.  A Lei (Torá) que nos ordenou  Moisés, herança é para a congregação de Jacob.”                                                                                                                                                                                                                                                                              (Deuteronômio 33. 1-4)

Após o cântico de “Adeus” da Parashá anterior, Moisés, antes de se separar do seu povo querido, abençoou-o, como o fez o patriarca Jacob, fundador das tribos de Israel (Genesis 49.29).  Convocou então toda a congregação e abençoou a cada tribo em separado, destacando o papel que haveriam de desempenhar ao longo dos tempos.

…com sua mão direita, deu-lhes a Lei – A Torá foi entregue por Deus a Seu povo sem intermediários.   A expressão “Sua mão direita” reflete a proximidade ímpar de Deus com o povo de Israel e indica também a força e a segurança que Israel e indica também a força e a segurança que Israel juntamente com a Torá revelada por Deus.

E assim foram sucessivamente abençoados Rubem, Judá, Levi, Benjamin, José (Menashe e Efráim), Zebulon e Issachar, Gad, Dan, Naftali, Asher,  os filhos de Jacó.

E com esta bênção encerra-se o estudo da Torah. Nesta data, 10.10.09 quando também se celebra A Alegria  da Torah  ( Sim’chat Torah) e com propriedade Guarani de Oliveira, em seus “Estudos da Torah”, reflexiona, no texto de Eclesiastes  1: 2-4  “Vaidade das vaidades, diz o pregador, vaidade das vaidades!  Tudo é vaidade.  3. Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?  Uma geração vai, e outro geração vem; mas a terra para sempre permanece”.

Imaginemos que estivéssemos na situação de Moisés relatada na Porção V’zo’t HaB’rachah. Toda nossa vida foi fundamentada num sonho: entrar na Terra Prometida, uma terra que emana leite e mel.

Deuteronômio 34:  4 “E disse-lhe o Senhor:   Esta é a terra que jurei a Abraão, Isaque, e Jacó, dizendo:  a tua descendência a darei;  eu te faço vê-la com os teus olhos, porém lá não passarás”.

Subimos ao monte Nebo, ao cume de Pisga, na fronteira de Moabe em frente de Jericó (Deuteronômio 34.1), para observarmos cuidadosamente para além do Jordão; lá está ela, a sonhada Terra Prometida a Abraão, Isaque e Jacó. Porém, iremos morrer sem poder colocar os nossos pés nela. Nossos filhos continuarão a tarefa.

De certa forma, todos somos Moisés. Temos sonhos e assumimos serviços ao longo de toda a nossa vida. Frequentemente nós morremos antes que nossos projetos sejam totalmente realizados. Devemos depender de uma nova geração para continuar a obra inacabada.

Atingindo o fim do estudo da Torah relativo ao ano 5.769 do calendário  judeu com a porção Vezot HaB’arachah – E esta é a Bênção… – que também fala da morte de Moisés:

Deuteronômio 34: 7-8 “Era Moisés da idade de cento e vinte anos quando morreu;  os seus olhos nunca se escureceram, nem perdeu o seu vigor.  E os filhos de Israel prantearam Moisés, nas campinas de Moabe;  e os dias do pranto no luto de Moisés se cumpriram.”

Quando alguem chega ao fim da sua vida, é fácil dizer que a vida parece  sem esperança e sem propósito, como afirmou Salomão.Trabalhamos em  vão  e morremos antes de ver os frutos de nosso trabalho. Morremos antes de atravessar o rio Jordão, sem poder entrar na Terra Prometida. Uma geração vai e outra geração vem, mas nada jamais muda.  É tão fácil ceder ao sarcasmo e cair na depressão, perdendo o nosso bom gosto pela vida.  Esta atitude pode ser vista frequentemente entre as pessoas que têm apenas percepção do mundo físico, a grande maioria, e mesmo na igreja, nas pessoas de pouca fé na palavra bíblica.

A dádiva da palavra Divina  é ensinar ao mundo que existe outra maneira de olhar para a vida. A Vida não é um ciclo sem mudança e nem fim.  Em   vez disso, é uma corrente, e cada geração é um elo, contribuindo para a formação da corrente. Cada um de nós tem uma tarefa a cumprir;  cada um de nós tem uma missão. Podemos não completar a missão, mas haverá sempre uma nova geração que continuará a partir do ponto onde nós paramos. Durante o passar das gerações, poderemos entrar na Terra Prometida, aperfeiçoar  o mundo através de nossos descendentes.  Somos parte de algo muito maior que nós mesmos!

Yom Kippur –  O dia da expiação coletiva para a nação de Israel – representa profeticamente o dia em que os judeus terão um encontro com o Maschiach ( Messias). É um momento de prospecção interior no qual cada judeu procura captar a perspectiva de Deus do mundo. Do ponto de vista dEle, milhares de gerações  passam num piscar de olho. É  durante  o passar das gerações que nós aperfeiçoamos o mundo, cada um de nós fazendo uma pequena tarefa.

A melhor maneira de entender isso é aplicar a metáfora de dois pedreiros que trabalhavam numa obra.  Um pedestre que ia passando pergunta aos dois trabalhadores:  “O que voces estão fazendo?”

– O primeiro responde: “Eu estou assentando tijolos. Fila por fila, tijolo por tijolo.  É um trabalho cansativo e enfadonho. Não vejo a hora do dia acabar e poder ir para  casa.”

– O segundo responde:  “O que estou fazendo?  Estou construindo uma grande catedral.”

Qual dos dois encontra mais sentido no seu trabalho cotidiano?

Enquanto estivermos de passagem por este mundo, devemos ver a nós mesmos como construtores de uma igreja – não física, mas espiritual, que deverá permanecer eternamente. Podemos não visualizar com nossos próprios olhos o fim da construção, exatamente como ocorreu com Moisés  quando foi impedido de entrar na Terra Prometida. Mas, somos parte de um projeto maior que nós mesmos. Executamos nossa tarefa, e depois vem a nova geração e constrói sobre ela para dar continuidade à obra. Esta perspectiva fará de nossas vidas não “vaidade das vaidades” , mas uma jubilosa aventura para salvação de muitos e para a glória do Senhor!”

E renova-se a partir de agora a nossa tarefa, o estudo da Torá nunca acaba. Rebobina-se o rolo e retorna-se ao princípio …

B’re’shit ( Genesis), reiniciando tudo novamente. É um ciclo que nunca acaba para o judeu. O que significa isso?

Significa que a Torah, sempre termina deixando o povo d Israel na margem oposta, (leste) do rio Jordão. A entrada na Terra Prometida se dará sob a liderança de Josué, que representa o Maschiach,  o único que pode justificar tanto o gentio como o judeu, diante do Eterno.

A referência da Palavra Bíblica na vida de uma pessoa é de fundamental importância, pois irá influir de modo positivo em nossos relacionamentos e com consequências  extraordinárias na eternidade, que não podemos sequer imaginar. Ela funciona. É uma palavra que traz bênçãos automáticas para todo aquele que a guarda e a cumpre.

A palavra que sai da boca do homem e que não está embasada na palavra eterna não prospera e tudo que edifica,não permanece por muito tempo. Ela não funciona. Ela é fonte de maldições,  influindo negativamente em nossos relacionamentos e com consequências trágicas e irreversíveis na eternidade”.

Senhor, que no novo ano de estudos da Torah que nos destes, nos permitas compreendermos a Tua boa, santa, perfeita e agradável vontade para as nossas vidas, que esta Palavra seja expressa no Kri ( A Torah impressa em nossos corações). Pedimos-Te, por Yeshua HaMaschiach. Amém.


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“Eu sou o caminho, a Verdade e a Vida.   Ninguém vem ao Pai, senão por mim”

Esta é para  mim a Verdade. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Depois de  uma longa jornada, de busca, de bater em muitas portas, para encontrar a Verdade, eu a encontrei na Palavra de Deus, que está registrada nas Escrituras Sagradas, na Bíblia. E foi lendo, estudando, ouvindo, que encontrei respostas para todas as minhas indagações, para as questões existenciais que me afligiram durante toda a minha vida, até os meus cincoenta anos, e desde então, (já se passaram onze anos), tenho caminhado com Jesus e sei que estou no Caminho certo.

Fui criada por um pai que foi  um livre pensador e sempre considerei que devemos conhecer e não recear conhecer e saber as ideías e as ideologias que movem o mundo.

Há poucos dias tive acesso e li   “A Jóia de Medina”,  da jornalista e escritora americana Sherry Jones, obra que retrata após criteriosa e vasta pesquisa o nascimento de fé islâmica e cenas da vida do profeta, Maomé, filho de Abdallah ibn al-Muttalib, que para os seguidores é tido como sagrado e intocável e por isso causou grande inquietação na comunidade muçulmana, a notícia da eminente publicação de obra com este conteúdo e envergadura.  Por conta dessa onda de preocupação dos fiéis, a editora Balantine, da Random House, que inicialmente deveria fazer a publicação da obra  suspendeu-a  “sine die”,  por medo do ataque terrorista de muçulmanos radicais,  gerando em todo o mundo uma enorme  onda de indignação.

A leitura me permitiu compreender o porque desse movimento para impedir a publicação.  O profeta adorado pelo Islã, não sabia ler e era portador de epilepsia e tais características, que não se constituem em deméritos, por si só, não podem, segundo os seguidores, ser divulgadas, sob a alegação de denegrirem a imagem do avatar. E para esse “delito”, a pena é de morte, para os infiéis.

Considero, todavia, que é importante conhecer a verdadeira história da gênese do islamismo, pois permite distinguir a legitimidade da fé que professamos, nós cristãos, da ideologia que embasa o  fé muçulmana.

Encontrei na primorosa descrição dos primeiros anos da fé muçulmana, exposta pela autora, semelhanças à estratégia de expansão do reino, adotada pelo Rei Salomão, de Israel, que ampliou os seus domínios fazendo inúmeras alianças com países e reinos adjacentes,  através de inúmeros casamentos.  Maomé também, depois de ter feito o seu quarto casamento simultâneo ( quando permitiu para justificar a sua vida própria,  que o homem muçulmano tivesse quatro esposas), nos cinco anos seguintes casou-se mais oito vezes, tendo simultaneamente doze mulheres, entre esposas e concumbinas no seu harém.  Também no curso dessas subsequentes núpcias foi estabelecendo novas regras de conduta, acordo com as necessidades da ocasião.  Sempre “reveladas” após uma nova crise de epilepsia.

Saliente-se que Maomé foi educado na primeira infância pela mãe, que faleceu no sexto ano de vida do filho, na fé cristã, e somente adulto é que teve as suas “revelações”, que deram início ao Islã, monoteísmo derivado da fé hebraica, e destinados ao povo formado pelo filho mais velho de Abraão, Ismael.

A fé islâmica, que é sustentada por cinco pilares,  é vivida pelos milhões de seguidores no mundo todo,  que não se detêm em indagar sobre as leis dadas por Maomé.  E a sua Jihad,  a que poderá levar o mundo todo?

Permita Deus que haja paz e entendimento  entre os filhos de Abraão.

Senhor,  Tu és o Deus todo poderoso e sábios e  inescrutáveis são os teus desígnios, que venha a nós, o Teu Reino, com Jesus, nosso Rei, para trazer a Paz que vem de Ti. Em nome dEle, oro. Amém.

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