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Archive for the ‘Isaias’ Category

“E disse o Eterno a Abrão:  ‘Anda da tua terra e da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei. E farei de ti uma grande bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e aqueles que te amaldiçoarem, amaldiçoarei ; e serão benditas em ti todas as famílias da terra”    (Genesis 12. 1-3)

Os relatos bíblicos não têm um valor narrativo.  Cada fato possui um profundo significado moral, ensinando algo não só à nossa mente, ao nosso coração. Por isso, a Torá abandona o  transcendental e preocupa-se com um pequena família: a de Abrahão, suas vicissitudes e dificuldades.  Com Abrahão começa a história dos patriarcas e do  povo hebreu.   Para os estudiosos da Torá, o patriarca Abrahão é comparado a um frasco de delicioso e precioso perfuma.  E desde que este cheiroso perfuma é transportado por diversos lugares, todos se deliciam com seu aroma. E ainda:  ‘Abrão, que estava cheio de boas ações e belíssimas virtudes, tinha que abandonar a sua pátria para que sua fama e seus ensinamentos se tornassem conhecidos no mundo inteiro’.   É este  ‘frasco de perfume’ – a fé monoteísta, com seus princípios éticos – que Israel vem transportando através do mundo.

Deus prometera dar a Terra de Israel a Abrahão, como recompensa por sua caminhada. No entanto, a Terra Prometida recebeu-o com fome e seca, obrigando-o a procurar alimento no  país vizinho. Tão logo retorna a sua terra e  passa por outra experiência  traumatizante: a guerra.   E porque Deus precisava revelar os defeitos da terra logo no início da jornada de Abrahão por ela?  –  Na pergunta está a resposta:   ‘A Terra de Israel, por sua natureza, não tem influência alguma –  não quanto à abundância natural nem no que se refere a sua independência política, e é justamente este o motivo pelo qual foi escolhida’.  Esta terra por si só, não prometia fartura nem paz. Ela poderia adquirir estes atributos apenas se os seus moradores  tivessem a consciência  de que era a terra do grande desafio espiritual.  Se o povo que a habitasse compreendesse que a moral absoluta fazia parte de seu território,  então poderia viver nela.   Se sentisse que as leis  da justiça Divina eram as fronteiras geográficas daquela terra, então ocorreria o milagre e a terra estaria segura, protegida e gozando de fartura espantosa. Tudo isso por força da promessa Divina e não por força das armas,  das intrigas políticas ou dos doutores da economia.  E é bom que Abrahão saiba disso tudo logo ao conhecê-la.

Abrão foi depois chamado  Abrahão,  ‘pai de muitas nações’ e Sarai, passou a chamar-se Sara, quando sua sorte foi mudada e de estéril tornou-se mãe.  No Talmud, está escrito o seguinte:  ‘Quatro coisas anulam a sentença decretada a um homem:  a caridade, a oração, a mudança de nome e a mudança de proceder’.  A prova que a mudança de nome faz mudar a sentença e o destino da pessoa aconteceu com Sara.  Deus mudou o nome de Sarai, para Sara e de Abrão para Abrahão, a fim de mudar-lhes  o destino decretado anteriormente  e de poderem ter filhos.  Da mesma forma, se for decretado para um doente que ele deverá morrer naqueles dias, muda-se-lhe o nome a fim de mudar o seu destino para que viva. A este propósito, os sábios do judaísmo disseram que os filhos a vida e a manutenção da pessoa não dependem de seus méritos, mas sim do seu destino.   Mas esta é uma ciência distante da nossa realidade, muito mais afeta aos estudos cabalísticos.  Todavia, também o destino de Jacob mudou quando teve mudado o seu nome para Israel e foi o patriarca que deu origem à nação judaica.

“Por que dizes, o Jacob, e falas Israel:  e o meu juízo passa desapercebido ao meu Deus?  Acaso não sabes, não ouves ao sempiterno Deus, o Eterno, Criador dos fins da terra, não se cansa, não se fadiga, não tem término o Seu entendimento?   Ele dá força ao cansado e fortaleza ao que se acha debilitado.  Os jovens se cansarão, e os mancebos  cairão exaustos, porém os esperam no Eterno renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão, andarão, e não se fadigarão”. (Isaías  40.27-31)

“Pois Eu, o Eterno, teu Deus, te tomarei pela tua mão direito, dizendo-te:  Não temas;  Eu te ajudarei.”   (Isaías 41. 13)

Senhor, que possamos estar integralmente sintonizados em cumprir a Tua vontade,  caminhando nas tuas veredas para que possam se cumprir os sonhos que sonhastes para nós, teus filhos. Em nome de Jesus. Amém.


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“Mas o fruto  do Espírito é: …paz.” Gálatas 5.22

Paz tem a idéia de unidade, integridade, descanso, tranquilidade e segurança.  No Antigo Testamento a palavra era “shalom”. Muitas vezes,  quando me encontro com amigos judeus, eu os cumprimento com “shalom”. Tenho muitos amigos judeus messiânicos a quem também saúdo assim.

Certa ocasião assisti a uma reportagem de televisão sobre passageiros desembarcando de um avião sequestrado, e havia horror e medo nos rostos.  Mas uma mulher tinha uma criança nos braços, dormindo profunda e calmamente através de tudo aquilo. ” Paz no meio do tumulto”.

Isaías disse:  “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em Ti; porque ele confia em Ti”  (Isaías 26.3) . Esta é a imagem de qualquer cristão que se põe sozinho no campo de batalha, pela fé nas tropas que rodeiam com as armas sagradas de Deus, e no comando da situação.  Um homem assim não se preocupará com o futuro, porque ele sabe quem segura a chave do futuro.  Ele não estremece na rocha, porque ele sabe quem fez a rocha. Ele não tem dúvidas, pois ele conhece Aquele que apaga todas as dúvidas.

Quando você e eu nos rendemos à preocupação, nós negamos  ao nosso Guia o direito de nos guiar em confiança inadequada a nossa própria pessoa.   Com o que você está preocupado?   Por que?

Nosso Deus e Pai,descanso na tua paz.  Ajuda-e a centralizar a minha mente sempre em ti e saber que a tua grande calma está em minha alma.   Dá-me uma confiança tranquila para enfrentar a vida a cada dia, venha o que vier, exatamente como Teu Filho Jesus o fez no meio dos seus inimigos.    Através dele eu oro. Amém.

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“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a benção e a maldição; escolhe, pois, a vida para que vivas, tu e tua descendência” (Deuteronômio30.19)

A porção desta semana,  Nitsaviym – De Pé , relata em Deuteronômio 29.10 a31.30,  a despedida de Moisés e a porção Vaiêlech – E ele vai (31.30), onde Josué é chamado a guiar o povo para a Terra Prometida.

Diz o texto da Torah: “Vos todos estais presentes diante do eterno, vosso Deus: os cabeças de vossas tribos, vossos anciãos e vossos policiais, todo homem de Israel; as vossas crianças, as vossas mulheres e o peregrino que está no meio de teus acampamentos, desde o rachador de lenha até o tirador da tua água, para que entres na aliança do Eterno teu Deus, e no seu juramento, que o Eterno teu Deus, faz hoje contigo para que se confirme  para si por povo, e seja a ti por Deus, como  te falou e jurou a teus pais, a Abrahão, a Isaac e a Jacob.  E não somente convosco eu faço esta aliança  e este juramento, mas com aquele que hoje está aqui presente diante do Eterno, nosso Deus, e com aquele que está hoje não está  aqui conosco”.

Esta promessa é a herança que foi dada a todos nós, que cremos e vivemos hoje a circunscisão de coração e nos comprometemos em viver e cumprir o ensinamento que nos manda a Torah.

Em “Estudos da Torah” , por Francisco Guarani de Oliveira,  “Cada dia de nossas vidas é uma sucessão de escolhas entre o bem e o mal, entre a benção e a maldição, e entre a vida e a morte.

Na aparência, a escolha nem sempre se mostra de forma clara. Muitas vezes devemos eliminar a casca exterior da realidade para descobrir o bem inerente escondido nas decisões que fazemos.

A presente porção sempre é lida no último sábado antes de “Rosh HaShanah” (ano novo judaico).   …   Deus nos ordena que  “escolhamos a vida”.

Escolher a vida é a essência da Torah, que é a palavra viva de Deus.

O fato de Deus nos ordenar escolher a vida, está nos indicando que ao tomarmos conhecimento de seus mandamentos, estatutos e juízos para cumprí-los em obediência mediante um temor santo, passamos a ter o poder do livre “arbítrio” que irá representar a responsabilidade que o homem está assumindo em relação aos seus atos: se for para o mal, a condenação, e se for para o bem, salvação.

As três escolhas que na realidade são uma só.

O verdaeiro propósito do mal é ser incorporado no bem. Em Deuteronômio 30.15, Deus nos propõe três escolhas:

Primeira: A palavra “vede”(r’ê(h)), implicando que todas as escolhas que antecedem uma consequência tem a ver com a vista. Devemos decidir entre a vida e a morte, o bem e o mal, e entre a benção e a maldição;  todas elas estão incorporadas na exortação final destes versículos:

…E escolherás a vida

O verdadeiro propósito do mal é ser incorporado no bem, reforçando-o.   De todas as maeiras, devemos sempre procurar manifestar o positivo que existe na realidade – BETACH –

As três opções positivas são:  Benção, Bem, Vida e em hebraico : B’rachah, Tov , Chaiym.  As letras iniciais destas três palavras, em hebraico:   Hêt, Tet e Chet, formam a palavra betach que significa: seguro, confiança, crer.  Confiar em Deus  é  a manifestação mais completa de nossa fé nEle, e representa um acrônimo para estas três escolhas positivas.   Como consequência, obtemos confiança para ir em busca daqueles objetivos positivos que definimos para nós mesmos.

E ainda:   Estar lá –

Sobre o título desta parashah – Nitsaviym .

Nitsaviym –  Voces estão de pé  –   Em outras palavras;  permanecer em pé, ser coluna em sua fé e para Deus.

Em Galátas 2.09 “e quando conheceram a graça que me fora dada, Tiago, Cefas e João, que pareciam ser as colunas, deram a mim (Paulo) e a Barnabé as destras de comunhão, para que fossemos aos gentios, e eles à circuncisão”.

Em Apocalipse 03.12 “Aquem vencer, eu o farei coluna do templo do meu Deus, donde jamis sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome”.

De fato  permancer firme para o que acreditamos nos conduz à idéia da expressão: “Eis-me aqui” (hinêniy).

“Depois disto ouvi a voz  do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós?  Então disse eu:   Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaias 6:8)

Em Deuteronômio 29. 12-15 : “Para entrardes na aliança do Senhor teu Deus, e no juramento que o Senhor teu Deus hoje faz convosco…  Mas com aquele que está aqui em pé conosco  … e com aquele que não está.

Isso é um paradoxo.  Somos obrigados – e simultaneamente escolhemos. Somos parte do pacto – mas mesmo Deus não pode antecipar se iremos cumprí-lo.

É importante para nós se estamos “aqui” ou não em relação ao pacto. Nós fazemos aquela escolha. Quando Deus através de Moisés diz:

“Eu faço esta aliança não somente com aquele que está aqui hoje, mas também com aquele que não está aqui.”

Ele está ofertando o pacto; mas sabe que o temor do céu, a aceitação do pacto e de todos os seus tesouros e obrigações não é importante para o céu,mas para cada um de nós. Desta maneira , lemos posteriormente nesta porção dupla do presente “shabat”, que tanto a Torah como o Pacto não estão nos céus e além de nosso alcance.

“Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires”. (Deuteronômio 30.14).

Porém nós temos que recebê-la, aceitá-la, expressá-la com nossa boca e abraçá-la com nosso coração e cumprí-la com nossas mãos e nosso corpo.

Quando Yeshua está para cumprir sua missão neste mundo cumprindo a profecia de João Batista de que, Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, ele institui o Novo Pacto na presença daqueles que haveriam de dar continuidade de levar a mensagem da salvação a todos os lugares do mundo. Em sua oração, da mesma maneira que Moisés diante da terra prometida, Ele faz menção daqueles que fisicamente não estavam preentes, mas que haveriam de crer nEle:

“E por eles Eu Me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade.  E rogo não somente por estes, mas também por aqueles que pela Sua palavra hão de crer em Mim; para que todos sejam um; assim como tu, ó pai, és em mim, e eu em Ti, que também eles sejam um em Nó;   para que o mundo creia que Tu me enviaste. E  Eu lhes dei a glóriaq que a Mim deste, para que sejam um, como Nós somos um” (João 17.19-22)

Senhor, sou grata pelo Teu amor que me alcança e quero  pela Tua verdade ser santificada, para que estejas Tu em mim, como busco estar em Ti, pela graça do meu Salvador,  Yeshua Ha Maschiach. Amém

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“Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele, fossemos feitos justiça de Deus.”                                                                                                                                                                     2 Coríntios, 5.21.

“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”                                                                                                                                                                                                                                            Romanos 8.1

A Bíblia diz que  o julgamento pelo pecado que eu merecia já passou.  Cristo levou meu julgamento na cruz. Cada exgência da lei foi cumprida.  A lei foi completamente satisfeita na oferta que Cristo fez de si mesmo pelos pecados:  “Mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós” (Isaías 53.6); “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro”(I Pedro 2.24);  “Mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus” (Hebreus 10.12).

A lei dizia: “O salário do pecado é a morte”(Romanos  6. 23) e “A alma que pecar, esse morrerá” (Ezequiel  18.4) Eu merevia julgamento e inferno, mas Cristo levou o julgamento e o inferno para mim. Ele mesmo diz: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquEle que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” ( João  5.24). Nenhuma declaração poderia ser mais clara do que a de que o verdadeiro crente em Jesus Cristo não passará pelo julgamento. Esse julgamento é passado.  “Lançaste para trás das tuas costas todos os meus pecados”(Isaías 38.17) Deus disse através de Jeremias, o Profeta:  “nunca mais me lembrarei dos seus pecados” (31-34)

Nunca entenderemos a extensão do amor de Deus em Cristo na cruz enquanto não entendermos que nunca estaremos diante de Deus pelos nossos pecados. Ele terminou a obra da redenção.  Eu não sou salva  através  de nenhuma obra ou mérito por mim mesma.  Mesmo os grandes pregadores, como Bill Graham que pregou para milhares de pessoas em cada continente, diz que não irá para o céu por causa da sua pregação. Nós iremos para o céu inteiramente pelo mérito da obra de Cristo.  Eu vou viver a minha vida para que nunca esteja diante de Deus para julgamento. Tudo isso será passado.

Muitas vezes olhando para  o céu, brusco, cinzento, quase negro, com as nuvens mais escuras e nos sentimos atemorizados pela tempestade que se aproxima e em seguida, percebemos que a tempestade  está se afastando de nós, já passou por nós.

Se somos crentes em Jesus Cristo, já atravessamos a tempestade do julgamento.  Ele aconteceu na cruz.

Nosso Deus e Pai, fico completamente humilhada ao pensar que Cristo morreu pormim, Envolvo tua graça e perdão no meu coração com lágrimas de gratidão.  Teu imenso amor é mais do que consigo compreender. Obrigado, Pai, pelo abençoado dom da vida eterna através de Jesus Cristo, meu Senhor. Amém.


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“Levanta-te, resplandece, porque é chegada a tua luz, e é nascida para ti a glória do Senhor”… (Isaías 60: 01-22)

A porção Kiy-Tavô – Quando entrares –  a parashah desta semana engloba os textos de Deuteronômio 26:01 a 29:08 e trata da preparação para a entrada do povo de Israel na Terra Prometida.

Há no texto uma reafirmação das Leis dadas pelo Eterno a Moisés, no Monte Sinai, e se fez necessária porque já eram decorridos quarenta anos e muitos dos que agora faziam parte do povo, não eram nascidos então.

Aqui estão estipuladas as ordenanças para o povo, e expressar a gratidão e reconhecimento pelas bençãos do Eterno, que já estão dadas, sob a condição da obediência aos preceitos, é essencial.

E quando entrares à terra que o eterno, teu Deus, te dá por herança… tomarás das primícias de todo fruto da terra (Bikuriym) … e os porás num cesto, e irás ao lugar que escolher o Eterno, teu Deus, para ali fazer habitar o Seu nome” (Deuteronômio 26: 1-3)

Este momento da vida dos hebreus era cercado de simbolismos cerimoniais, que revelavam o reconhecimento do povo ao seu Deus, significando que o trabalho levava à prosperidade e só uma prosperidade baseada no trabalho é verdadeira (boi com os cornos cobertos de ouro) .  O boi levava na cabeça um ramo de oliveira. A oliveira é o símbolo da luz, da sabedoria e da ciência. Ou seja a prosperidade não nos deve levar somente a um progresso material fictício, mas a um verdadeiro avanço na ordem espiritual.

Aqui estão reunidos diversos fatores da sociedade, todos postos ao seu serviço. O trabalho, a prosperidade e a ciência devem estar submetidos ao homem e é somente assim que conservam o seu sentido.  Mas o símbolo máximo era que adiante iam as flautas que mostravam o caminho para Jerusalém. Os frutos eram meritórios em si, também não podem cumprir nteiramente a missão que lhes tenha sido encomendada.   O homem pode conhecer a próxima estação, mas não a meta final e ficar no caminho, acreditando haver chegado ao seu destino. Todos os grandes valores`humanos não têm venhum valor se não são dirigidos ao ideal supremo.   O trabalho pode se converter em escravidão, e o dinheiro em opressão, em riqueza e em pobreza;   a ciência pode ser colocada a serviço do mal e usar recursos para a destruição e o aniquilamento.   A vida toda de um homem é uma espada de dois gumes.

O dever do homem, é pois encaminhar sua vida com os olhos postos em uma meta superior: Jerusalém, onde, segundo os profetas, todos os povos se reunirão para adorar a um mesmo Deus,  Pai da Humanidade.

E para Te exaltar sobre todas as nações que Ele fez- Israel deve servir de apóstolo para o ensinamento, divulgação e conhecimento de Deus, e deve reforçar este ensinamento pela sua própria conduta,  tanto na felicidade como na infelicidade. Deus quis fazer de Israel o Templo da Humanidade, a arca viva e indestrutível para guardar puro e intacto  o dogma da verdade e a luz do Espírito Divino. E Israel continua a manter sobre a face da terra o fogo sagrado da sua missão, para perpetuar no meio da família humana a lembrança e a prova de sua nobre origem.

Esta porção traz também as maldições pela desobediência e as bençãos (capítulo 28 1-14)

“E se ouvires a voz do Eterno, teu Deus,  para guardar e cumprir todos os seus mandamentos que hoje te ordena, O Eterno teu Deus, te colocará acima das nações da terra. E virão sobre ti todas estas bençãos te alcançarão, pois obedecerás a voz  do Eterno teu Deus.”

Bendito serás na cidade – Em seu sentido literal significa que quem permance fiel à lei de Deus será bendito no campo, na cidade e em qualquer parte.  E assim por diante, são enumeradas as promessas de Deus para aquele que retamente ouvir a voz de Deus e cumprir os mandamentos seus.

Também estão já dadas as maldições para aqueles que a desobedecem e muitas foram as vezes em que o povo todo se perdeu, se perverteu e voltou as costas ao Senhor. Porém a misericórdia de Deus sempre se manifestou, e ele enviou as suas consolações. (vide Isaías 60)

Dos “Estudos da Torá” de Francisco Guarani de Oliveira, citando o Rabi Yehoshua ben Levi, diz:  “Aquele que se ocupa em ler a Torá, os (seus) bens adquiridos trarão prosperidade para ele.”

“Mas a prosperidade não tem que ser material . Radak (Rabbi Davi Kimchi) diz que o sucesso depende da  fidelidade à Torah, certamente significando que alguém que vive segundo os padrões éticos da torah – falando a verdade, sem arruinar ou lograr um cliente, sem explorar o trabalhador, agindo corretamente nos pesos e nas medidas – será possuido de uma sensação de bem-estar e isso será seu sucesso.  –

“Se observares a palavra Divina suas ações serão inteligentes”  :

Sem a orientação do Torah uma pessoa certamente ficará sem direção;

Com certeza não haverá qualquer propósito correto em sua vida;

Não haverá segurança para onde a pessoa está indo;

Por mais esforço que faça os resultados não terão valido a pena.

Porém, ao empregar a  Torah como o padrão de projeto de sua vida, independente de tempo e de lugar, qualquer pessoa será, nas palavras dos rabinos: “um parceiro de Deus na construção do mundo”

Senhor, concede-me a graça de perseverar firme e inabalável no propósito e anseio de ouvir e obedecer os mandamentos teus. Dá luz para meus olhos, sabedoria para minha mente, sensibilidade para ouvir a tua Palavra e identificar a Tua vontade. Por Yeshua Ha Mashiach. Amém.


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“Toda ferramenta preparada contra ti não prosperará;  e toda língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos  servos do SENHOR e a sua justiça que vem de mim, diz o SENHOR”. Isaias 54.17

A porção semanal deste shabat,   Ki Tetsê – Quando saíres –  trata das leis – Mits’vot – de fé em Deus ;  estatutos e juízos mais práticos e se aplicam à realidade de formar uma nação na terra prometida. ( Deuteronômio 21.10 a 25.19)

O ideal máximo da Torá é a paz. “Não levantará povo contra povo a espada, e não ensinarão mais a guerra”  (Miquéias 4.3)

É muito triste ter de recorrer a guerra e derramar sangue, mas às vezes esta é a única alternativa, mesmo nela devem vigorar as leis humanas.

Para a Torá há três categorias de guerras: guerra  de dever, isto é aquela luta ordenada pelo Eterno para conquistar a Terra Prometida; guerra de defesa contra o inimigo que pretende conquistar a força a terra que nos pertence e guerra de anexação. E para toda guerra há uma lei e para a defesa e dever todos são mobilizados, enquanto a guerra de anexação é restrita, necessitando ser aprovada pelo Tribunal Superior.

Há um provérbio judeu que com um jogo de palavras  reza:  Bishloshá Devarim adám Nicar: Becossó, Bekissó Uvcaassó – Por três coisas podemos reconhecer o verdadeiro caráter humano (um teste psicanalítico), como êle é de fato e não como ele pretende ser perante os outros.  Becossó, pelo copo, isto é, quando o homem bebeu demais, estando completamente embriagado e incapaz de controlar as palavras que lhe saem da boca. Numa situação dessas revela-se perante nós o caráter humano, pois “entra o vinho, sai o segredo” . Bekissó, pelo seu bolso, pela maneira como o homem dá.  Não pela pela quantidade, mas sim  exclusivamente pela maneira de dar: se de bom grado, espontaneamente , com prazer, de própria vontadde, com alegria e sorriso de poder contribuir; ou contrariado, aborrecido, somente par noblesse oblige, para que saibam que também é um contribuinte, neste caso para publicidade. E, finalmente, o indivíduo é reconhecido Becaassó, na sua ira, cólera, quando na sua raiva perde o equilíbrio mental  e as noções básicas da educação, deixando-se levar pelo seu instinto animalesco, e as  palavras que pronuncia se tornam flechas venenosas que ferem o semelhante, e as suas ações são ofensas dolorosas e humilhantes. Conhecendo a índole do povo enobrecido pelos ensinamentos da Torá,  a Torá receava que uma guerra corrompesse o caráter do povo judeu; temeu que o derramamento de sangue se tornasse um hábito e algo normal.  Mesmo em tempos de guerra, em circunstâncias tão anormais, o homem não deve perder a imagem humana, aquilo que nele é humano e o distingue do animal.

Princípios de equidade, justiça e respeito pelo próximo, estão presentes nos preceitos da Lei de Deus e nenhum aspecto foi esquecido de maneira a que o povo de Deus possa,  obedecendo ao Senhor, viver uma vida reta e em harmonia com o todo. Com o seu DEUS e com o seu irmão.

Em seus Estudos da Torá, Vol 5 (Deuteronômio), porção Kiy-Têtsê , Francisco Guarani de Oliveira,  diz sobre o paralelo ali estabelecido:  “O paralelo discutido no nosso estudo é significante, pois enfatiza a emanação de toda a Torá do Monte Sinai.  Os mandamentos agem como categorias primárias, os princípios mais básicos do pacto feito entre Deus e o povo de Israel no monte Sinai. A aplicação delas nas mits’vot do discurso principal do livro D’variym servem como ramificações, que governarão nosso comportamento nacional e indinidual. Este modelo nos ensina que devemos aplicar os princípios da Entrega da Torá em todos os aspectos da nossa vida diária.

Além disso, este modelo nos ensina quando aplicamos os princípios dos mandamentos, também nos elevamos a um nível mais alto. Por exemplo, não é proibido somente roubar, mas também precisamos devolver um objeto perdido. As leis de devolução de um objeto perdido, e até mesmo a obrigação de ajudar um animal de seu vizinho que está em dificuldade, ambas as categorias de não roubarás, expandem o princípio fixado por este mandamento e incluem uma sensibilidade maior pela propriedade alheia, mais longe do que a proibição de não roubar. ,

Expandindo os princípios dos Dez Mandamentos para todos os aspectos de nossa vida diária, como exemplificado no livro D’variym, formamos a base para o nosso estabelecimento como um povo santo”.

O’ Senhor, és o nosso Juiz, que a tua misericórida seja sobre nós, pois somos falhos e pecadores, porém cremos que tu nos pode transformar, podes restaurar-nos ó Todo Poderoso, é  o que te peço hoje no nome do Teu Filho, Yeshua Ha Mashiach. Amém.

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“Bucai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” Isaias, 55.6

Tenho tido oprotunidade nos últimos meses de ter contato com um trabalho de grande valor,  publicado pela Editora Jocum Brasil,  da sede no Paraná, na região metropolitana de Curitiba, em Almirante Tamandaré,  do Pastor MARCOS DE SOUZA BORGES (COTY),  um ser humano extraordinário que pude conhecer quanto da visita que fez à IMEF (www.imef.org,br), igreja de que sou membro.   O Pastor Coty, como é chamado, é lider da JOCUM (Jovens com uma Missão) e dirige a sede aqui na região, e tem um vasto trabalho escrito, e também  um material de audio que é um preciosidade. ( http://www.jocumpr.com.br) e como ele próprio generosamente declara:  “tem esse material aí, e é para ser usado, podem usar à vontade”.   Esse é o servo de Deus, e de tal valor e qualidade esse trabalho, que temos realmente  o impulso compulsivo de querer realmente compartilhar com todos este tesouro.

O-Avivamento-do-Odre-Novo--

O Pastor Coty, prefacia um de seus livros – AVIVAMENTO DO ODRE NOVO –  lembrando que o apóstolo Paulo deixou claro que uma das evidências dos últimos dias é que teriamos tempos difíceis e trabalhosos.

Sabe, porém que nos dias sobrevirão tempos penosos, pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, crueis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos  de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. (II Timóteo 3.1-5)

Este perfil do homem dos últimos dias  é principalmente o resultado da desintegração familiar. Pessoas deformadas na alma que construíram um história de relacionamentos destruídos.  A falência do casamento tem deixado um imensurável saldo negativo e exaurido  a capacidade moral e emocional de toda uma geração. Pessoas exploradas, abandonadas, traídas, frustradas, desprotegidas, machucads, amaldiçoadas, que se tornaram vítimas dessa profecia escatológica.

Paulo também adverte profeticamente sobre a apostasia e as sagazes e sedutoras doutrinas de demônios.

“Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocresia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada”  (I Timóteo 4: 1-2).

Na mesma intensidade em que o Apocalipse se descortina, a tarefa da Igreja de pregar o Evangelho e discipular aas nações torna-se ainda mais desafiante. São tempos cada vez mais difíceis e trabalhosos. Assim sendo, a grande chave é saber confrontar estes “tempos penosos” com o ” penoso trabalho” de Jesus.

“Ele verá o fruto do seu penoso trabalho e ficará  satisfeito” (Isaias 53.11)

Se queremos agradar a Deus é necessário sacudir o pó da  religiosidade e nos convertermos a uma fé sábia capaz de traduzir o sacrifício de Jesus, numa dimensão que supere a “multiplicação da iniquidade” e a satanização do mundo que culminará no governo do anticristo.

É exatamente a isso que a matéria do livro se propõe: sob a prespectiva da família, diagnosticar raízes dos problemas e trazer as ferramentas certas que nos possibilitam executar uma obra que satisfaça o coração de Deus, sarando a alma, renovando o entendimento, transformando o caráter, liberando dons, destrancando chamados, reabilitando minsitérios e avivando a igreja.

O Avivamento do Odre Novo representa o derramar do “vinho” , o Espírito, em odres (corações) novos, preparados para recebê-lo.

Muito se tem falado do avivamento como vinho novo. Deus, porém, está despertando a atenção da Igreja para o odre. Muito tem-se falado do vinho e pouco do odre, muito no poder e pouco na cura da alma; muito na unção e pouco no caráter.

Um dos grandes perigos do avivamento é viver com muita “unção”  e  pouca força moral.

Jesus alertou que o perigo está no odre. A preservação do vinho novo depende do odre.   O vinho celestial é extremamente importante, mas sem o odre será desperdiçado. O vinho novo simboliza a manifestação de Deus, mas o odre somos nós, a sua igreja, a família, o indivíduo.   O odre novo feito originalmente de couro é naturalmente caracterizado por resistência e flexibilidade.   É a tipologia de uma personalidade sarada e disponível para enfrentar o tratamento, as pressões da vida espiritual e os dessafios de Deus.

Enquanto o vinho novo representa um enchimento de Deus, o odre novo  é o símbolo de uma personalidade curada, uma consciência pura, uma passado resolvido e um futuro promissor. O mover de dura na personalidade que sara  o ventre da Igreja  restauradando a capacidade de gerar a vontade de Deus, liberando dons e chamados é a marca do genuíno avivamento e a garantia de que esse avivamento vai permanecer e reproduzir seus efeitos na vida de muitos.

Busquemos pois,  tornar-nos odres novos, personalidades flexíveis e consistentes, aceitando o tratamento do Espírito, saradas e   disponíveis, para o serviço de Deus. Apossemo-nos desses preciosos ensinamentos ministrados pelo Espírito Santo de Deus, que nos chegam pelo seu servo. Para isso, busquemos  a graça de Deus. Amém


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