Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Gênesis’ Category

“E disse o Eterno a Abrão:  ‘Anda da tua terra e da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei. E farei de ti uma grande bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e aqueles que te amaldiçoarem, amaldiçoarei ; e serão benditas em ti todas as famílias da terra”    (Genesis 12. 1-3)

Os relatos bíblicos não têm um valor narrativo.  Cada fato possui um profundo significado moral, ensinando algo não só à nossa mente, ao nosso coração. Por isso, a Torá abandona o  transcendental e preocupa-se com um pequena família: a de Abrahão, suas vicissitudes e dificuldades.  Com Abrahão começa a história dos patriarcas e do  povo hebreu.   Para os estudiosos da Torá, o patriarca Abrahão é comparado a um frasco de delicioso e precioso perfuma.  E desde que este cheiroso perfuma é transportado por diversos lugares, todos se deliciam com seu aroma. E ainda:  ‘Abrão, que estava cheio de boas ações e belíssimas virtudes, tinha que abandonar a sua pátria para que sua fama e seus ensinamentos se tornassem conhecidos no mundo inteiro’.   É este  ‘frasco de perfume’ – a fé monoteísta, com seus princípios éticos – que Israel vem transportando através do mundo.

Deus prometera dar a Terra de Israel a Abrahão, como recompensa por sua caminhada. No entanto, a Terra Prometida recebeu-o com fome e seca, obrigando-o a procurar alimento no  país vizinho. Tão logo retorna a sua terra e  passa por outra experiência  traumatizante: a guerra.   E porque Deus precisava revelar os defeitos da terra logo no início da jornada de Abrahão por ela?  –  Na pergunta está a resposta:   ‘A Terra de Israel, por sua natureza, não tem influência alguma –  não quanto à abundância natural nem no que se refere a sua independência política, e é justamente este o motivo pelo qual foi escolhida’.  Esta terra por si só, não prometia fartura nem paz. Ela poderia adquirir estes atributos apenas se os seus moradores  tivessem a consciência  de que era a terra do grande desafio espiritual.  Se o povo que a habitasse compreendesse que a moral absoluta fazia parte de seu território,  então poderia viver nela.   Se sentisse que as leis  da justiça Divina eram as fronteiras geográficas daquela terra, então ocorreria o milagre e a terra estaria segura, protegida e gozando de fartura espantosa. Tudo isso por força da promessa Divina e não por força das armas,  das intrigas políticas ou dos doutores da economia.  E é bom que Abrahão saiba disso tudo logo ao conhecê-la.

Abrão foi depois chamado  Abrahão,  ‘pai de muitas nações’ e Sarai, passou a chamar-se Sara, quando sua sorte foi mudada e de estéril tornou-se mãe.  No Talmud, está escrito o seguinte:  ‘Quatro coisas anulam a sentença decretada a um homem:  a caridade, a oração, a mudança de nome e a mudança de proceder’.  A prova que a mudança de nome faz mudar a sentença e o destino da pessoa aconteceu com Sara.  Deus mudou o nome de Sarai, para Sara e de Abrão para Abrahão, a fim de mudar-lhes  o destino decretado anteriormente  e de poderem ter filhos.  Da mesma forma, se for decretado para um doente que ele deverá morrer naqueles dias, muda-se-lhe o nome a fim de mudar o seu destino para que viva. A este propósito, os sábios do judaísmo disseram que os filhos a vida e a manutenção da pessoa não dependem de seus méritos, mas sim do seu destino.   Mas esta é uma ciência distante da nossa realidade, muito mais afeta aos estudos cabalísticos.  Todavia, também o destino de Jacob mudou quando teve mudado o seu nome para Israel e foi o patriarca que deu origem à nação judaica.

“Por que dizes, o Jacob, e falas Israel:  e o meu juízo passa desapercebido ao meu Deus?  Acaso não sabes, não ouves ao sempiterno Deus, o Eterno, Criador dos fins da terra, não se cansa, não se fadiga, não tem término o Seu entendimento?   Ele dá força ao cansado e fortaleza ao que se acha debilitado.  Os jovens se cansarão, e os mancebos  cairão exaustos, porém os esperam no Eterno renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão, andarão, e não se fadigarão”. (Isaías  40.27-31)

“Pois Eu, o Eterno, teu Deus, te tomarei pela tua mão direito, dizendo-te:  Não temas;  Eu te ajudarei.”   (Isaías 41. 13)

Senhor, que possamos estar integralmente sintonizados em cumprir a Tua vontade,  caminhando nas tuas veredas para que possam se cumprir os sonhos que sonhastes para nós, teus filhos. Em nome de Jesus. Amém.


Read Full Post »

“Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor,, teu Deus, te dá.” Exodo 2o. 12

Neste final de semana tive a grande alegria de estar com a minha família quase toda reunida. Vieram do  Rio, Tiffany, minha caçula, com marido e filho CJ, tesourinho de um ano e oito meses, que tem cativos a todos os demais membros da família, inclusive os primos Enzo (9) e Giorgio (7), filhos da Samantha e Guilherme, que de São Paulo chegaram no domingo à tardezinha, como grata surpresa a todos, e Sheron,  que pertinho, cuida do pai  e de mim, com tanto carinho, pois que mora aqui em Curitiba. Faltou apenas o Herman, que está trabalhando fora e não podia estar conosco.

Nestes momentos em que pudemos ter a companhia uns dos outros, fiquei refletindo quão grande é o amor e a dedicação dos pais, nos cuidados e educação dos filhos. É total, e parece inesgotável a capacidade de  se doar que se contempla e constata nos pais. Vendo minhas filhas, que até pouco tempo foram providas por mim e pelo pai nas suas necessidades físicas, emocionais, materiais, espirituais, estarem incansavelmente se doando aos seus pequenos, preocupadas, com seus esposos,  com o que de melhor podem ou poderão oferecer aos seus filhos para formá-los de modo a que venham ser bons cidadãos, que venham a contribuir para  construir um mundo melhor, para fazerem diferença com suas existências, pensei muito sobre o vínculo visceral de carne e espírito que liga pais e filhos e quão significativo é que as suas vidas sejam vividas numa relação de natural e imprescindível harmonia.

Os costumes se alteram,  as relações familiares são influenciadas por pela “modernidade” dos “novos tempos”, disciplina é questionada, isto pode, aquilo não, liberar, censurar, controlar, ouvir os filhos, deixá-los participar de decisões familiares, ser democrático… Enfim, são tantas as teorias e escolas de pensamento pedagógico, que os pais não raro tem crises de insegurança e incertezas diante da tarefa hercúlea, do desafio de agir corretamente na missão de educar.

No entanto, Deus nos deu a receita, quando estabeleceu, no deserto de Sinai, as leis, os mandamentos pelos quais deveria o povo se guiar, e entre os dez, estipulou um , o quarto, para o qual, ao cumprí-lo, estava prevista a promessa:  “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.”

Na Bíblia é grandemente destacada a importância da benção concedida pelo pai para o filho. Em Gênesis, 27, Jacó, industriado por Rebeca, sua mãe, engana Isaac para receber a bênção destinada ao primogênito e assim recebeu do Pai a preciosa bênção, que profeticamente foi proferida e concretizada posteriormente na vida de Jacó,  depois denominado Israel, e que foi o patriarca da nação israelita. Também ao fim da vida Jacó abençoa seus filhos , em Gênesis, 48 .11; 49.

Os tempos mudaram, usamos internet, enviamos mensagens pelo twiter, nos comunicamos com uma velocidade impressionante para até poucos anos atrás, no entanto, a força espiritual da palavra permanece e aquilo que dizemos de nossos filhos, o que declaramos sobre eles,  o que falamos a eles tem um poder extraordinário e antes de qualquer indagação sobre o certo e o errado na sua educação deve estar à nossa frente como luzes cintilantes, a frase que nos alerte, “tudo o que falarmos de alguém, se não for uma bênção, já é uma maldição”, e que se o amor for o nosso foco, ele será o filtro para nos conduzir a buscar a sabedoria divina, que nos será dada, se a pedirmos”.

Devemos, também por amor aos nossos filhos, instruí-los no conhecimento divino, para que as suas vidas sejam abençoadas por todo o sempre. Não poderemos colocar nossos filhos sob uma redoma, para que nada os atinja, porém podemos, sim, prepará-los para saber agir quando se defrontarem com adversidades que inevitavelmente acabarão por conhecer no mundo, e sairem, então, vitoriosos nos seus embates.

Há alguns anos, lembro-me de ter presenciado Samantha conversando com pessoas que lhe indagavam sobre a sua fé e o desejo de transmití-la aos meninos e ela respondeu:  “Não sei quanto tempo poderei estar com eles, porém quero que saibam que se eu lhes faltar, eles terão a Deus.”

Esse sentimento e a confiança no Pai, é a nossa segurança. Se nossos filhos tiverem a Deus, do que mais precisarão?

Querido Pai, louvo-te pela vida dos meus filhos, dos filhos que me destes que são os meus genros, e pelos meus netos que são a alegria da minha velhice. Que possamos todos, eles e eu te servir, rendendo-nos a Ti, inteiramente, pois sei que somente em Ti, podemos descansar. Peço-te em nome do Teu Filho e nosso Senhor, Jesus. Amém.

Read Full Post »

“O coração do sábio adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a ciência” Provérbios 18.15

“Busca  seu próprio desejo aquele que se separa;  ele insurge-se contra a verdadeira sabedoria.   Não toma prazer o tolo no entendimento, senão em que se descubra o seu coração. Vindo o ímpio, vem também o desprezo, e, com a ignomínio, a vergonha.   Águas profundas são as palavras da boca do homem, e ribeiro transbordante é a fonte da sabedoria.   Não é bom ter respeito à pessoa do ímpio, para derribar o justo em juízo.   Os lábios do tolo entram na contenda, e a sua boca brada por açoites.  A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios, um laço para a sua alma.   As palavras do liguareiro são como doces  bocados, e elas descem ao íntimo do ventre; Torre forte é o nome do Senhor;  para ela correrá o justo e estará em alto retiro.    A fazenda do rico é a sua cidade forte e, como um muro alto, na sua imaginação.   Antes de ser quebrantado,  eleva-se o coração do homem;  e, diante da honra vai a humildade.  Responder antes de ouvir é estltícia e vergonha.   O espírito do homem aliviará a sua enfermidade, mas ao espírito abatido, quem o levantará?  O coração do sábio adquire o conhecimento, e o ouvido dos  sábios busca a ciência. O presente do homem alarga-lhe o caminho e leva-o à presença dos grandes.   O que primeiro começa o seu pleito justo parece;  mas vem o seu companheiro e o examina.   A sorte faz cessar os pleitos e faz separação entre os poderosos.    O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio.    Do fruto da boca de cada um se fartará o seu ventre; dos renovos dos seus lábios se fartará.   A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá seu fruto.   O que acha um mulher acha um coisa boa e alcançou  a benevolência do SENHOR.   O pobre fala com rogos, mas o rico responde com durezas.    O homem que tem muitos amigos  pode congratular-se, mas há amigo mais chegado do que um irmão”. ( Provérbios 18.1-24)

A lealdade e a fidelidade nos relacionamentos.

A dificuldade que as pessoas geralmente têm de negar-se a ouvir fofocas pode ser comparada à recusa de uma sobremesa deliciosa. Se a fofoca ou a iguaria for provada, haverá a vontade de experimentar mais. Você pode resistir aos rumores da mesma maneira que uma pessoa que faz uma dieta se determina a resistir a um bombom; ela sequer abre a caixa.   Se você não der ouvidos a primeira fofoca, não dará à segunda nem à terceira.

Os ricos se enganam completamente ao imaginar que seus bens são a sua mais forte defesa.   O dinheiro não pode dar segurança; muitas vezes, seu poder pode ser destituído.   O governo pode confiscar os bens de uma pessoa;   os ladrões podem roubá-los;  a inflação pode fazer com que percam todo o seu valor. Mas Deus nunca perde seu poder. Ele é sempre seguro. Onde você procura proteção e segurança?  Nas riquezas incertas ou em Deus que sempre é fiel e inabalável?

Nessas concisas declarações, existem três princípios básicos que devemos observar antes de tomar decisões:  1) tome conhecimento dos fatos antes de responder; 2)esteja aberto a novas idéias;  3) tenha a certeza de que ouviu  ambos os lados da história antes de julgar. Todos os três princípios consistem em buscar informações extras.   Este é um trabalho difícil, mas é preconceituoso julgar antes de ter conhecimento dos fatos.

O verso 22 diz que é bom ser casado.   A atual ênfase sobre a liberdade individual é errônea.   Pessoas fortes são importantes, mas uma união sólida também  é.  Deus criou o casamento para nosso prazer, e declarou que é bom. Essa é uma das muitas passagens bíblicas que mostram o casamento como uma boa e saudável instituição de Deus. (Genesis 2.21-25; Provérbiod 5.15-19; João 2. 1-11)

A mensagem do verso 23 é de repúdio à atitude de insultar os pobres; simplesmente reconhece um fato infeliz da vida. É errado os ricos tratarem os menos afortunados com desprezo e arrogância.   Deus julgará tais atitudes com rigor  (ver Provérbios 14.31)

A solidão está em todos os lugares; muitas pessoas se sentem excluídas e separadas das outras. Estar em uma multidão apenas torna as pessoas mais cientes do seu isolamento.  Todos nós precisamos de amigos  que estejam por perto para escutar, preocupar-se e oferecer ajuda quando for necessário, nos bons e nos maus momentos.  É melhor ter um amigo assim do que dúzias de conhecidos.   Em vez de ter um amigo verdadeiro, procure tornar-se um.  Existem pessoas que precisam de sua amizade.   Peça a Deus que as mostre a você, e aceite ser um verdadeiro amigo.

Senhor,  o teu amor incondicional é que pode curar todas as feridas. Saber que tu nos amas, como Pai, e sentirmo-nos amados como teus filhos supre todas as nossas carências de uma vida. Obrigada, Senhor, por nos receber como filhos e cuidar de nós com todo o desvelo, pois o teu coração de misericórdia  a todos acolhe. Fortalece-nos  para que perseveremos  no propósito de nos tornarmos conforme o nosso Senhor, Jesus, em nome de quem eu oro. Amém.

Read Full Post »

“E disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves do céu, e sobre o gado, e sobre toda a terra e sobre todo réptil que se move sobre a terra.”

“E criou Deus o homem a sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea dos criou.

E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves do céu e sobre todo animal que se move sobre a terra.

E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face da terra e toda árvore em que há fruto que dá semente; ser-vos-ão por mantimento”.

                                                                                                                                                                            Genesis 1. 26,27,28 e 29.

Deus criou a terra, jardim luxuriante para morada do homem, sua criatura, vertida do Seu amor, para que nela vivesse plenamente. Deus criou o homem a Sua imagem, conforme a Sua semelhança, para que vivesse feliz, com a Sua presença e a Sua companhia. O homem criado à imagem e semelhança não era Deus e não esperou para bem conhecer o seu Criador e desobedeceu-O e continuou a desobedecê-lO e tomou direção diversa daquela ditada pelo seu Criador.

Assim tem sido pelos milênios que tem passado . Deus buscando fazer com que os homens voltassem para O Caminho. Encontrou um homem de bom coração e decidiu preparar a este para formar um povo novo, cuidado diretamente por Ele, ensinado, preparado, separado para servir de modelo, para que outros povos, vendo-os organizados, bem sucedidos, desejassem viver como eles e assim todos os povos seriam ensinados a viver da maneira correta aos olhos de Deus e  tornasse a ser todo o planeta o paraíso originalmente concebido. 

E mesmo com este povo que Deus separou e assistiu para poder preparar, também não foi nunca fácil, pois no meio deste, sempre houve aqueles que desobedeciam e se desviavam do caminho. Deus os livrou da escravidão para a qual foram pela desobediência e resgatou-os, milagrosamente, para que pudessem ser notados como o povo que tinha o seu Deus por si. E Ele os levou, depois de fazê-los andar em círculos pelo deserto durante quarenta anos, por causa da sua desobediência, para a Terra Prometida. E deu-lhes Leis, Estatutos,Preceitos  pelos quais deveriam viver.  Cuidou do relação do povo com Ele próprio, o seu Deus, entre si, como se alimentar e também detalhou como usar a terra. E as regras para viver no Eretz Yisrael, são de profunda sabedoria, podendo e devendo sim, ser utilizada por todos os povos de todas as nações.  O livro de Levítico – VAYIQ RA’ – E Chamou – nos seu capítulo 25.1-7 , fala do Ano do Descanso, que diz que todo sétimo ano, desde o ano da criação do mundo, é um ano sabático (Shemitá) durante o qual a terra deveria estar em repouso. Os produtos que cresciam espontaneamente no campo eram socializados e pertenciam a todos: ao servo, ao estrangeiro e mesmo ao gado e aos animais selvagens da terra. A palavra Shemitá expressa a ação de largar e soltar. No ano da Shemitá, o credor renunciava cobrar o que lhe deviam (Deuteronômio 9.2). Além disso todos  eram obrigados a emprestar aos necessitados, dinheiro e alimentos, sem juros (Levítico 25: 37); assim se mantinha o equilíbrio da fortuna, os ricos cobrindo o déficit dos pobres.  Uma vez, em cada sete anos, toda a produção da terra deve reverter a favor dos pobres, dos necessitados e dos menos favorecidos pelo destino, e isso contribuirá para o equilíbrio econômico da coletividade e garantirá a liberdade social de cada homem.

“Falou mais o Senhor a Moisés no monte Sinai dizendo: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na terra, que eu vos doou, então a terra guardará um sábado ao Senhor.

Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás a sua novidade. 

Porém, ao sétimo ano,  haverá um sábado de descanso para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha. 

O que nascer de si mesmo da tua sega não segarás  e as uvas da  tua vide não tratada não vindimarás; ano de descanso será para a terra.

Mas a novidade do sábado da terra vos será por alimento, a ti, ao teu servo, e a tua serva, e ao teu jornaleiro, e ao estrangeiro que peregrina contido;

e ao teu gado, e aos teus animais que estão em tua terra, toda a sua novidade será por mantimento.”

Em diversas situações a Torá sublinha três vezes esta importante lei social. Sim, muitos séculos antes que os assim chamados pais do socialismo moderno, cujas doutrinas só servem para demagogias partidárias e instigam a luta de classes, a Torá, obra mais humanitária do universo, já pregava o leitmotiv de toda a filosofia socialista: “e viverá teu irmão contigo”. Traduzindo na linguagem moderna, esta sentença lapidar significa:  quem quiser gozar de fortuna acumulada, deve também pensar no bem estar da coletividade e naqueles que vivem na miséria, em condições precárias. Porque pobreza provoca descontentamento e inveja; a fome desperta ódio e alimenta as revoluções sociais.

No dia em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, necessário se faz uma profunda reflexão sobre o caminho desastroso pelo qual caminha a humanidade terrestre, alheia e ou esquecida do compromisso que temos, como habitantes deste planeta, tão maravilhoso, lar que Deus formou amorosamente para ser nosso lar, para mantê-lo vivo e saudável, preservando-o para que possa ainda acolher e garantir a vida das gerações que nos sucederem, pois não podemos jamais dizer que o Criador não nos disse como fazê-lo.

Permite-nos, o’  Pai,  que ainda tenhamos tempo de deter a destruição do meio em que vivemos. Detém a ação criminosa daqueles que estão cegos pela ganância e ambição desmedida e não conseguem enxergar além dos seus propósitos imediatistas e usam a força do poder econômico que detêm, para com argumentos falaciosos, devorarem os recursos naturais do nosso país, para produzir nada, pois a natureza é morta para que se produza ração para os animais de países longínquos, enquanto se deixa de produzir alimento para as populações famintas. Senhor, dá bom senso àqueles que detém o poder e concordam com essa ignomínia. Em nome de Jesus, o nosso Caminho, eu oro. Amém.

 


Read Full Post »