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Archive for the ‘Sermão do Monte’ Category

“Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, o’  Deus, suspira a minha alma.  A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo”  (Salmo 42.1-2)

Gerações de expositores bíblicos tem aclamado as Bem-aventuranças como revolucionárias. As afirmações de Jesus são opostas à maneira que o mundo pensa. O mundo acha que a verdadeira felicidade vem de popularidade, riqueza,  sucesso, beleza física, mas Jesus vira tudo de cabeça para baixo.   Ele declara que a verdadeira alegria (que vem do conhecimento do valor divino) pertence não àqueles que parecem estar no topo do mundo, mas aos pobres de espírito, àqueles que choram, que têm fome e sede de justiça.

As primeiras bem-aventuranças tratam do relacionamento com Deus e as últimas do relacionamento com o próximo.

Os humildes de espírito. A  palavra pobre ou humilde descreve o homem que não tem absolutamente nada – o homem que, pelo fato de não ter nada neste mundo,  põe toda a confiança em Deus.  Esta era a maneira como Davi escreveu no Salmo 14.6:  “Clamou este pobre e o Senhor o  ouviu, e o salvou de todas as suas angústias” . Gradualmente, a palavra passou a ter o sentido de uma humilde dependência de Deus.  Esta bem-aventurança ensina duas verdades:

a. Reconhecer a nossa pobreza espiritual – Não temos nada para oferecer a Deus. O homem, humilde de espírito é aquele que reconhece a sua pobreza espiritual.    À  igreja de   Laodicéia, Jesus falou: “Pois dizes :  Estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego, nu”  (Apocalipse 3.17) . Era um igreja autosatisfeita e bastante superficial.  Quantas pessoas há, satisfeitas com o seu estado espiritual que são como  o fariseu:  “Ó Deus, graças te dou porque  não sou como os demais homens…jejuo…dou dízimo de tudo quanto ganho” – não há muita pobreza ou humildade de espírito aqui!      Ou será que somos como o publicano que clamava –  “Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lucas 18:11-13)? O publicano estava totalmente dominado pela percepção de sua falência moral e destituição espíritual – isto é ser humilde de espírito. Ver em Isaías 57.15 e 66.2.

b. Receber o reino dos céus –  O reconhecimento de nossa pobreza espiritual é a condição indispensável para receber o reino de Deus.   O que Jesus enfatiza é  que o reino dos céus é oferecido somente àqueles que são humildes de espírito. Feliz é aqueles que reconhece a sua fraqueza espiritual!

Os que choram. Esta é uma bem-aventurança estranha – “Felizes e infelizes.” A palavra chorar é uma palavra  muito forte, lamento pelos mortos queridos, grande dor moral ( Genesis 37: 34). Este choro não é de luto, mas o choro do arrependimento. Quando Jesus se aproximou da cidade de Jerusalém, chorou pelo pacado do povo impenitente  (Lucas 19.41) Deve haver da parte do crente essa tristeza pelos pecados dos outros – lágrimas quando vemos um irmão cair no pecado, em vez de fofoca sobre o seu pecado.   Mas o que deve nos levar às lágrimas é a tristeza de nossos próprios pecados, aquilo que Paulo descreve:  “Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação que a ninguém traz pesar;  mas a tristeza do mundo produz morte (2 Coríntios  7.10). Há uma ligação entre as primeiras duas bem-aventuranças.  Ser humilde de espírito é sentir convicção pelo pecado;  chorar é demonstrar contrição.

Os mansos . Alguém manso é uma pessoa que demonstra auto-controle.    Moisés foi considerado um varão mui manso (Números  12.3). Bem-aventurada é a pessoa  que tem todo o impulso e toda paixão matural sob contrôle e sabe quando deve e quando não deve irar-se.  Aprendei  de mim”, disse Jesus, “porque sou manso e humilde de coração  (Mateus  11.29).

São essas pessoas  “mansas” que “herdarão a terra” . “A condição pela qual tomamos posse de nossa herança espiritual em Cristo, não é a força, mas a mansidão,  pois tudo é nosso se somos de Cristo” .

–  Os que têm fome  e sede de justiça. A fome aqui não é fome que a gente tem antes do almoço – “Estou com fome!”.   É a fome de uma pessoa que não tem absolutamente nada para comer.   É a sede de um moribundo  desesperado para beber água. Quanto desejamos justiça ? É quando um homem morrendo no deserto deseja comer e beber. Qual é a natureza dessa justiça.

Justiça  moral – é o caráter e a conduta que deve agradar a Deus.   Devemos desejar ardentemente um coração  que agrada a Deus.  Sede é um sinal de saúde.  Quando não temos apetite, isso é motivo de preocupação.  Como é triste ver as pessoas sem a fome e sede de Deus!  Apenas em Deus podemos saciar a nossa sede e matar a nossa fome.

Justiça social – uma grande peocupação dos profetas menores foi com as injustiças que prevalecem na sociedade: “visto que pisais o pobre, e dele exigis tributo de trigo (Amós 5. 11) ,  procedendo dolosamente com  balanças enganadoras, para comprarmos os pobres por dinheiro, e os necessitados por um par de sandálias”  (Amós 8.5,6).

Esta é a bem-aventurança do espírito faminto, porque será farto com a plenitude da vida de Cristo!

Senhor, a maior aspiração que anela o meu coração é alcançar o caráter que nos mostras ser de acordo como teu coração. Peço que o Teu Santo Espírito burile o meu temperamento e que eu possa ser conforme o Teu modelo. Em nome de Jesus. Amém

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