“Estas seis coisas aborrece o Senhor, e a sétima a Sua alma abomina: olhos altivos, e língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente, e coração que maquinqa pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal, e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contenda entre irmãos.” Provérbios 6. 16-19
Neste sexto capítulo, o rei adverte o seu filho quanto a servir de fiador, também admoesta-o contra a preguiça e alerta-o contra a maldade.
“Filho meu, se ficaste por fiador do teu companheiro, se deste a tua mão ao estranho, enredaste-te com as palavras da sua boca, prendeste-te com as palavras da tua boca. Faze, pois, isto agora, filho meu, e livra-te, pois já caíste nas mãos do teu companheiro; não dês sono aos teus olhos, nem repouso às tuas pálpebras; livra-te, como a gazela, da mão do caçador e, como a ave, da mão do passarinheiro. Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio. A qual, não tendo superior, nem oficial, nem dominador, prepara no verão o seu pão, na sega ajunta o teu mantimento. O’ preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Um pouco de sono, um pouco tosquenejando, um pouco encruzando as mãos, para estar deitado, assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado. O homem de Belial, o homem vicioso, anda em perversidade de boca. Acena com os olhos, fala com os pés, faz sinais com os dedos. Perversidade há no seu coração; todo o tempo maquina mal; anda semeando contendas. Pelo que a sua destruição virá repentinamente; subitamente será quebrantado, sem que haja cura. Estas seis coisas aborrece o Senhor, e a sétima a sua alma abomina; olhos altivos, e língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente, e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressem a correr para o mal, e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos”
Ainda o jovem é advertido contra a mulher adúltera.
“Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a lei de tua mãe. Ata-os perpetuamente ao teu coração e pendura-os ao teu pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordades falará contigo. Porque o mandamento é uma lâmpada, e a lei, uma luz, e as repreensões da correção são o caminho da vida, para te guardarem da má mulher e das lisonjas da língua estranha. Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas com os seus olhos. Porque por causa de uma mulher prostituta se chega a pedir um bocado de pão; e a adúltera anda à caça de preciosa vida. Tomará alguém fogo no seu seio, sem que as vestes se queimem? Ou andará alguém sobre as brasas ,sem que se queimem os seus pés? Assim será o que entrar à mulher do seu próximo; não ficará inocente todo aquele que a tocar. Não se injuriará o ladrão, quando furta para saciar a sua alma, tendo fome; mas, encontrado, pagará sete vezes tanto; dará toda a fazenda de sua casa. O que adultera com uma mulher é falto de entendimento; destrói a sua alma o que tal faz. Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará. Porque furioso é o ciúme do marido; e de maneira nenhuma perdoará no dia da vingança. Nenhum resgato aceitará, nem consentirá, ainda que multipliquem os presentes.” (versos 20 a 35)
O texto em tela ressalta os perigos que rodeiam ao incauto e relata quão pesadas são as penas que lhe cominarão caso venha a fraquejar e sucumbir à tentação que se apresenta sedutora. O enredo de quase todos os folhetins reproduz exatamente o destino invariável que esta previsto para os que sucumbem. Apenas a força moral da graça de Deus pode conceder o domínio da vontade que deve nortear a conduta humana ética e adequada.
Uma das maiores responsabilidades dos pais é encorajar seus filhos a tornarem-se sábios. Salomão revelou como seu pai, Davi, encorajou-o a buscar a sabedoria quando era jovem. Este incentivo levou-o a pedir a Deus sabedoria.E este seu pedido, que deixou de lado as ambições materiais, por riqueza, poder, glória, tudo isso o jovem rei preteriu, ao pedir o saber para julgar com justiça a seu povo. E, no entanto, vieram-lhe também estes. Este é o exemplo daquilo que Jesus ensinou no tempo em que esteve entre nós:
“Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrecentadas” (Mateus, 6.33)
A busca pela sabedoria pode ser transmitida de pai para filho, de geração e geração, mas, em última instância, toda sabedoria vem de Deus, os pais podem apenas exortar os filhos a buscarem-na no Senhor.
Em I Tessalonicenses, 4 encontramos como resposta, a vigilância do Senhor, numa exortação à santidade, ao amor fraternal e ao trabalho. Ser santificado é o resultado de se viver a vida cristã. O Espírito Santo opera em nós, tornando-nos conforme a imagem de Cristo. (Romanos 8.29).
Há mais coisas em um viver cristão do que simplesmente amar os outros. Devemos ser responsáveis em todas as áreas da vida. Trabalhar diligentemente, ter o respeito das pessoas por aquilo que somos, pela nossa coerência, integridade, honestidade, este é testemunho que Deus espera de nós. A nossa conduta dita o nosso futuro. A semeadura é voluntária, porém a colheita é obrigatória.
Assim como fez Salomão, devemos visar à sabedoria de Deus. Não temos de esperar que o Senhor apareça a nós. Podemos pedri-lhe a sabedoria em oração, corajosamente. Tiago, diz : “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada.” (cap. 1. 5)
“Senhor, a cada instante percebemos o quão preciosa é a sabedoria que nos vem de ti. Dá-nos o entendimento, o discernimento necessário para conduzir nossas vidas pelas tuas veredas de justiça. Que o nosso querer seja o teu querer, pois nos dás a graça de conhecê-lo. Guarada-nos de agirmos com insensatez, quando devemos ter prudência no agir, e que nossos atos possam receber a tua aprovação. No nome de Jesus, nosso jusnto Senhor. Amém.



