“Aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.” Mateus 18.4
A crueza e confusão de nosso escabroso século XXI, a humildade mal pode ser considerada uma virtude. Atributos tais como mansidão e brandura não são qualidades que as pessoas procuram, se desejam vencer na vida. Somos um bando de gente apressada, dominadora, permissiva, que, desde o berço já está empurrando, berrando, lutando para passar à frente dos outros – e fincar o pé no topo da escada do sucesso.
Brigamos bravamente pelos nossos direitos, acreditando na estranha ideologia de que a melhor coisa desse mundo é ser grande, corajoso e ardoroso. Estamos plenamente convencidos de que, se não deixarmos nossa marca no mundo, seremos esquecidos na multidão – apagados da lembrança do mundo, pelas massas que circulam ao nosso redor.
Parece que nossa sociedade pensa que humildade e grandeza são duas coisas que se excluem mutuamente. Por isso muitas pessoas se vêem diante da necessidade de fazerem alguns ajustamentos de ordem mental, emocional e volitiva, nessa questão. De que lado está a verdade? Onde está o segredo do sucesso? Vamos adotar a posição de nossa cultura, ou a difícil proposta de Jesus Cristo que afirmou claramente: “Mas o maior dentre vós será vosso servo”.
“O amor é sofredor, o amor não é invejoso; não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesse, não se irrita, não suspeita mal; I Coríntios 13.4-5
O texto de 1 Coríntios 13.4-5 não usa de rodeios para dizer que o amor “não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses”. A natureza do amor de Deus, que é abnegado e modesto, impede que ele fique pavoneando e exibindo-se pomposamente. Ele não tem nada a ver com este tipo de atitude. Não é orgulhoso, arrogante, nem se ufana de sua própria importância.
A essência da humildade, esta qualidade de vida que produz a verdadeira humildade no espírito humano nós dá uma visão equilibrada de nós e dos outros. Enxergamos a grandeza e a bondade de Deus e dos que nos cercam. Da mesma forma, ela nos capacita a nos vermos a nós mesmos com realmente somos. Vemos nossa insignificância, em relação à grande massa da humanidade, mas ao mesmo tempo percebemos que temos grande valor para Cristo, que nos chamou das trevas para a luz do seu amor. Vemos a nós mesmos como pecadores, mas ao mesmo tempo como aqueles que foram salvos do desespero, para se tornarem filhos de Deus.
Então, é a generosidade de Deus, a bondade de Cristo, e a paciente perseverança do seu Santo Espírito que nos levam para ele, e humilham nosso coração altivo. É a intensidade da compaixão de Cristo que esmigalha a dura crosta de egoísmo que se torna em torno de nosso caráter. É a penetração de seu terno Espírito em nosso coração que remove dali a arrogância e a constante preocupação com nós mesmos. E assim ficamos carregados de frutos de humildade e mansidão.”
Mansidão não é sinônimo de fraqueza. As pessoas mansas são agradáveis, tratáveis, e de fácil convivência. Esses indivíduos afáveis,de bom gênio, conquistam amigos por toda parte, pois se negam a forçar ou outros ou a pisar neles. Não ganham batalhas pela força bruta ou pela luta. Conquistam um lugar no coração das pessoas e nos lares, com o passaporte de um espírito humilde e terno.
A singularidade de seu caráter é a mansidão. Essa qualidade de vida não se origina de uma enorme força e serenidade interior. Somente um espírito forte e firme pode condescender em ser manso. É o sublime Espírito do Deus vivo quem nos concede a capacitação para expressarmos um interesse e compaixão genuínos pelos outros. É a autodoação abnegada dEle que nos permite tratar os outros com cortesia e consideração. E essa atitude ultrapassa o mero verniz da educação superficial e da conduta adequada.
Mas esse tipo de humildade, mansidão e brandura custa um alto preço. Não se trata de uma mera conveniência de que lançamos mão, a fim de alcançarmos nossos objetivos egoísticos. É a essência de uma vida dedicada, consagrada, vivida para os outros.
Se quisermos ver o melhor exemplo de humildade, complacência e mansidão, temos que olhar para o Senhor. Em Filipenses 2. 1-11, o apóstolo resumiu esse tipo de vida em versos curtos, diretos e admiráveis.
“Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele subsistindo em forma de Deus não julgou como ususrpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em sememlhança de homens; e, reconhecido em forma humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e mrte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e he deu o nome que está acima de todo nome.” Filipenses, 2. 4-9
A humildade é a unica base da qual pode brotar a fé. A alma orgulhosa, pomposa, segura de si não vê necessidade de Deus. Só têm fé em si mesmas. Acabam desiludidas, egocêntricas, solitárias e sua própria autocompaixão zomba delas. Mas a pessoa humilde clama pelo auxílio de Deus em quebrantamento e contrição de espírito. Busca em Cristo a restauração e a cura de seus males. Exercita a fé em outros, pois reconhece que precisa tocar alguém que é maior que ela. Da mesma forma, procura outros a quem possa servir, e, em seu trabalho sofrido, encontra auto-realização e liberdade para a alma.
É a essas almas que Deus se dá liberalmente e com alegria. Ele se aproxima daqueles que se aproximam dele. Ele se deleita em habitar com os de espírito quebrantado e contrito. “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado ( humilde); e salva os de espírito oprimido (manso).”
A razão é tão obvia, que a maioria das pessoas não a enxerga. Deus, que é um ser de amor desinteressado, só pode sentir-se bem e estar em harmonia com uma pessoa que também tem espírito altruístico. Assim não poderá haver conflitos. Tudo é paz; tudo está bem.
A Bíblia diz que Deus resiste ao soberbo. Ele se opões ativamente à alma arrogante.
A humildade impacta o próximo. A pessoa realmente humilde conquista amigos e atrai para si um círculo de companheiros amáveis. Esta qualidade atrai os outros. Onde quer que vá, portas e corações se abrem de par em par, numa acolhida afetuosa a sua bela presença.
Mas o orgulhoso, arrogante e altivo tem poucos amigos, se é que os tem. Ele fica ali, de pé sobre o seu pedestal de orgulho, em triste e miserável solidão. Os outros o deixam sozinho. Ignoram-no deliberadamente. Já que é tão independente, que viva sua vida; que siga o seu caminho; que sofra a agonia de seu próprio egoísmo.
A humildade é uma prática diária, em que nossa conduta demonstra o respeito e o aprêço que temos pelo nosso semelhante. A humildade expressa-se através dos fatos simples de nossa conduta diária, em que o egoísmo dá lugar ao altruísmo, colocando a pessoa do outro antes da nossa.
Os atributos do Fruto do Espírito são semeados no terreno de nossa alma pelo seu Divino Espírito. E aquilo que Ele operou em nosso interior, temos que maqnifestar no exterior.
Como pessoas que livremente resolveram fazer a vontade de Deus, nós concordamos em realizar seus desejos. Se precisarmos de um incentivo e de uma inspiração para vivermos essa vida consagrada, devemos olhar apenas numa direção: Para Aquele que nos amou e se deu por nós.
“Nisto conhecemos o amor, em que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.” ( 1 João 3.16)
Senhor, sei que nada sou sem ti, a minha vida, tudo o que sou, tudo o que tenho, tudo depende de ti. Traz-me sempre à memória a minha pequenez e a tua grandeza, para que jamais me engrandeça e lembre sempre que a ti pertence toda a glória. Em nome de Jesus, nosso Senhor. Amém
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