“E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos. Havendo já muito que se comia, então, Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó varões, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perdição. Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio. Porque esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo: Paulo, não temas! Importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo. Portanto, ó varões, tende ânimo! Porque creio em Deus que há de acontecer assim como a mim me foi dito. É, contudo necessário irmos dar numa ilha.” Atos 27. 20-26
Estive ausente por vaaáarios dias, exatamente desde o dia 18.12, não por falta de inspiração, ou de vontade, porém creio que passei por um momento de, digamos, conflito, com o mundo que me cerca e a minha inserção nele, necessária, porém complicada, diante dos meus valores, das minhas crenças, do que realmente importa.
Assisti , há poucos dias ”2010″ e no meio de toda a água e destruição, inevitável é refletir sobre a fragilidade da humanidade diante do poder da natureza em fúria e parece-me que enquanto estamos falando sobre os tempos que vivemos, de perigos, de grave e iminente ameaça de catástrofes de dimensões inimagináveis, de que precisamos como homens, deter-nos, na quase desencandeada avalanche de erros, subversões à ordem natural, excessos, pecados, abusos, insensatez que o mundo hoje oferece, e, fazermos o retorno, à origem, a Vida Divina, parece-me repito, que estamos como que falando separados por uma parede de vidro, em que falamos e não somos ouvidos e muitas vezes parece que se esvai a nossa esperança.
Hoje, ouvi como mensagem, do texto de Atos, acima, a restauração da minha esperança, revigorada pela fé do apóstolo Paulo, que viajava rumo à sua prisão e morte, mas o fazia por uma causa, maior que a sua própria vida, a expansão do Reino, a pregação do Evangelho de Cristo, a salvação das pessoas
A perda da esperança, o enfraquecimento dela, representa ensejo para que o inimigo de nossas almas nos assedie e diante de uma brecha, nos enfraqueça. Mesmo que nos sintamos fracos, devemos buscar a nossa força em Cristo, pois Ele é a nossa força e em tudo o que não somos fortes para vencer, Ele o é por nós.
A certeza de que Deus tem o controle de tudo, e a de que tem o controle da minha vida, é o motivo da minha esperança. O Deus em que nós cremos é o Deus do impossível e tudo aquilo que vermos em nossa frente como desafio invencível, é nada diante de Deus. Ele nos faz saltar muralhas, atravessar desertos, andar sobre as águas, peleja por nós e nos torna vencedores, nós apenas precisamos confiar de todo nosso coração e amar acima de tudo ao Senhor, nosso Deus, nEle estão todas as respostas.
Ele nos aconselha a termos bom ânimo , pois devemos crer que Deus fará acontecer assim como Ele nos tem dito, através da Sua Palavra que nos foi legada e é o nosso roteiro exato, nosso caminho seguro.
Passando por cima de todas as nossas fraquezas e limitações, sigamos adiante, sabendo que com Jesus a nossa frente, somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou.
“Senhor, fortalece-me diante da minha fraqueza, não permite que me afaste de ti. Tua presença é tudo o que eu preciso. Torna audível e compreensível a minha voz para falar de ti a todos os homens que encontrar para que eu possa dar frutos para o Teu Reino.. Peço-te no Santo Nome de Teu Filho, Jesus. Amém.”



